miércoles, noviembre 30, 2022
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Redes WiFi 6 e 5G são complementares, não competidoras: Qualcomm e Cisco

As empresas entendem que o WiFi 6 e o 5G possuem aplicações específicas e, em grandes centros, são complementares. E Giuseppe Marrara, da Cisco, comenta o mercado de WiFi 6.

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A visão da Qualcomm e da Cisco em relação ao WiFi 6 e WiFi 6E é que a rede será complementar ao 5G, e não concorrente. Representantes das duas empresas participaram na manhã desta terça-feira, 27, do painel “Novos usos do espectro: oportunidades e inovação no ambiente de negócios”, organizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Para Francisco Soares, vice-presidente de assuntos governamentais para a América Latina da Qualcomm, o WiFi 6 gerará uma transformação nas redes sem fio, assim como o 5G. Um dos casos mencionados por ele foi a melhoria na resposta de assistentes virtuais, como Alexa, mais privada e com maior segurança.

No setor automotivo, Soares comentou que as oficinas mecânicas terão um diagnóstico dos carros no momento em que eles chegarem no espaço, devido à conectividade com maior qualidade e capacidade.

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“A Qualcomm não vê as redes WiFi 6 e 5G como competidoras, vê como complementares. Elas competem em alguns casos de aplicações menores, mas, de uma forma geral, em grandes centros, é mais uma complementaridade”, disse o executivo.

A Cisco tem uma posição semelhante à da Qualcomm. Giuseppe Marrara, chefe de Assuntos Governamentais e Políticas Públicas da Cisco, explicou que as redes WiFi 6 e 5G possuem aplicações específicas.

Por exemplo, em casa, é mais provável que as pessoas se conectem ao WiFi 6, “porque é a tecnologia mais barata e mais eficiente para transporte de grande quantidade de dados em ambiente indoor”. No carro, com mobilidade em alta velocidade, a tecnologia mais adequada é o 5G. No escritório, o acesso voltaria a ser no WiFi 6.

Marrara também comentou que a demanda por equipamentos WiFi 6 está alta. “Quem investe em rede WiFi hoje, não está comprando nos padrões antigos, já compra WiFi 6E”, comentou. “Nós fabricamos um modelo no Brasil, temos um modelo importado e certificado pela Anatel – também muito bem vendido – e mais dois modelos que pretendemos trazer para o país”.

Vale lembrar que o Brasil é um dos países que destinou toda a faixa de 6 GHz para o uso não licenciado, deixando o espectro em banda média indisponível para as redes móveis. A recomendação da GSMA, por exemplo, era alocar parte da frequência para o uso não licenciado e parte para o uso licenciado.

Anatel abre tomada de subsídios

A Anatel informou que vai publicar uma tomada de subsídio na primeira quinzena de outubro relacionada ao uso de pontos de acesso em ambientes outdoor na faixa de 6 GHz. 

O objetivo é consultar o mercado sobre os requisitos que os pontos de acesso e o sistema Automated Frequency Allocation (AFC) precisam ter para que haja convivência com sistemas licenciados na mesma faixa de frequência – 6 GHz – sem interferência prejudicial.

“É uma tomada de subsídios sobre as características que o sistema que faz essa coordenação automática precisa ter, assim como características que os pontos de acesso precisam ter para acessar esse sistema de coordenação automática”, esclareceu Sidney Azeredo, assessor da Superintendência de Outorgas e Recursos à Prestação da Agência.

O AFC permite a coordenação dinâmica do espectro entre emissores licenciados e não licenciados em uma mesma faixa de frequência. Com isso, é habilitado o uso de aplicações não licenciadas outdoor, sem prejudicar os serviços licenciados prioritários.

O próximo passo será uma consulta pública de um ato com as condições técnicas de funcionamento.

Mirella Cordeiro
Mirella Cordeiro
Editora, periodista de temas digitales, telecomunicaciones y tecnología y corresponsal de DPL News en Brasil y lengua portuguesa. Editor, jornalista digital, de telecomunicações e tecnologia e correspondente do DPL News no Brasil e em português.

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