domingo, febrero 5, 2023
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Como as redes privativas são utilizadas no Brasil

Cargill, Liquigas, Petrobras e Raizen são algumas das indústrias que mais possuem licenças para redes privativas no Brasil. Veja quais são as aplicações.

Indústrias dos segmentos agrícola, de gás e petróleo são algumas das que mais possuem licenças do Serviço Limitado Privado no Brasil. Segundo os dados mais recentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a empresa que tem mais outorgas é a Cargill Agrícola, com 53.

São cerca de 16,2 mil licenças vigentes para pessoas e empresas, sendo mais de 13 mil apenas para organizações. As redes são utilizadas para comunicação via rádio e estações meteorológicas, por exemplo.

Veja o top 10:

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Vale destacar que a lista não considera as subsidiárias. Por exemplo, a licença da Cargill Fertilizantes não está incluída entre as licenças da Cargill Agrícola.

Raízen

À DPL News, a Raízen informou que possui 350 estações meteorológicas nas regiões produtoras e que os dados são transmitidos via LoRa/Satélite/3G, dependendo da disponibilidade de tecnologia do local da estação.

A companhia também revelou que o rádio é uma das principais formas de comunicação entre os setores e colaboradoras na área agrícola por cobrir regiões sem sinal de telefonia. Na área industrial, a radiocomunicação também é utilizada para uma comunicação rápida entre os setores.

Petrobras

A Petrobras conta com projetos mais avançados, utilizando rede privativa LTE em refinarias, térmicas, armazéns, portos e plataformas, segundo revelou em entrevista recente. As frequências utilizadas são 700 e 1.800 MHz.

Essas redes são destinadas ao uso de tablets, PDAs (assistente pessoal digital), capacetes conectados, realidade mista/aumentada e conectando Internet das Coisas (IoT) e Internet das Coisas Industrial (IIoT).

Vale

A mineradora Vale informou à Anatel que possui sistemas que operam os tráfegos de dados, voz e imagem com mobilidade. Algumas aplicações são operações com aeronaves, mina autônoma, monitoramento de barragem, crachá inteligente, comunicação de dados sem fio nos ambientes de mineração, ferrovia e portos, segurança patrimonial e saúde ocupacional, entre outros.

Na Consulta Pública nº 74, a companhia afirmou que as faixas utilizadas são:

  • 458MHz a 460MHz;
  • 468MHz a 470MHz;
  • 382,575MHz a 384,550MHz;
  • 392,550MHz a 394,550MHz;
  • 385,100MHz a 387,975MHz;
  • 395,100MHz a 397,975MHz;
  • 157,4625MHz a 159,39375MHz
  • 162,05625MHz a 163,99375MHz
  • 165,60625MHz a 169,18125MHz;
  • 170,20625MHz a 173,78125MHz

Redes privativas

Apesar dessas utilizações, a Anatel e o mercado concordam que as redes privativas ainda não deslancharam no país.

Para Vinicius Caram, Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, a maior barreira é a falta de integradores para “entregar a solução fim a fim: desde device, conectividade, processamento do dado e entrega ao cliente”, principalmente para as pequenas e médias empresas. O preço é outro obstáculo para a proliferação das redes privativas.

As frequências disponibilizadas pela Anatel para o Serviço Limitado Privado são: 

  • 225 – 270 MHz;
  • 703 – 708 MHz / 758 – 763 MHz (Segmento Infraestrutura);
  • 1.487 – 1.517 MHz
  • 2.390 – 2.400 MHz 
  • 2.485 – 2.495 MHz;
  • 3.700 – 3.800 MHz;
  • 27,5 GHz – 27,9 GHz.

Mirella Cordeiro
Mirella Cordeiro
Editora, jornalista de temas digitais, de telecomunicações e tecnologia e correspondente da DPL News no Brasil e em português.

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