sábado, febrero 4, 2023
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Rede 5G mmWave pode ser lançada este ano no Brasil: Qualcomm

Para a Qualcomm, o ecossistema já está pronto. Falta implementar a rede 5G e trazer os casos de uso adaptado para a necessidade do Brasil.

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A Qualcomm acredita que o ecossistema do 5G em ondas milimétricas (mmWave) – ou seja, acima de 24 GHz – já é maduro, seja pelas tecnologias testadas e provadas no mundo, pela quantidade de dispositivos ou pela quantidade de casos de uso. Apesar disso, o 5G ainda não chegou na América Latina de forma massiva – nem em bandas médias, nem em bandas altas.

Em uma apresentação para a imprensa nesta segunda-feira, 23, Silmar Palmeira, diretor Sênior de produtos para a Qualcomm América Latina, disse que a expectativa para o Brasil é que as operadoras comecem a investir no mmWave ainda neste ano, com redes implementadas até dezembro.

“O foco total das operadoras agora é a instalação do 5G na faixa de 3,5 GHz, até por uma questão de obrigação do processo. Nós, da Qualcomm, estamos conversando com essas operadoras e também com empresas de dispositivos para, em conjunto, viabilizar as ondas milimétricas logo na sequência, antes do final do ano”, comentou Palmeira.

Para ele, o que falta para o país é seguir adiante na implementação das redes e trazer o ecossistema adaptado para a necessidade do Brasil. “A tecnologia em si já está disponível”, completou.

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5G mmWave, uma era de oportunidades na América Latina

Reinaldo Sakis, research & Consulting Manager da IDC, apresentou o estudo “5G mmWave, uma era de oportunidades na América Latina”, que foi realizado com o patrocínio da Qualcomm.

A IDC entrevistou representantes das indústrias latino-americanas para entender o que leva as empresas a buscarem soluções de mmWave. A conclusão é que elas procuram melhorar sua performance. “Muitas empresas estão buscando a tecnologia para acelerar uma recuperação econômica e buscar esse crescimento por meio da tecnologia, estando conectadas com tudo que há de mais novo para oferecer o melhor para o seu cliente”, explicou Sakis.

Um exemplo de caso de uso que já está sendo implementado é nas mineradoras, que se beneficiam da baixíssima latência das ondas milimétricas para os equipamentos autônomos. Esse tipo de aplicação também atrai investidores, segundo o pesquisador da IDC.

Outro benefício das ondas milimétricas é a eficiência do uso de espectro ao combiná-las com as faixas médias no 5G em ambientes com alto tráfego de dados. “Daqui cinco anos, se você não utilizar ondas milimétricas em lugares de altíssimo tráfego, você terá que colocar mais de quatro vezes mais sites para atender a demanda. Independentemente do custo adicional que isso requeira, existem situações que fisicamente isso não é possível, por questões de espaço”, explicou Palmeira.

O mmWave no FWA é outra vantagem da frequência, pois oferece uma experiência semelhante à fibra óptica de última milha.

A pesquisa aponta que as organizações estão dispostas a gastar US$ 43 bilhões nos próximos cinco anos em Realidade Virtual e Aumentada, Machine Learning, robótica e Internet das Coisas. Além disso, a IDC acredita que a adoção antecipada do 5G mmWave impulsionará as empresas a atingir 40% de sua receita de canais digitais até 2025. Isso poderia aumentar 0,13% do produto interno bruto latino-americano.

Mirella Cordeiro
Mirella Cordeiro
Editora, jornalista de temas digitais, de telecomunicações e tecnologia e correspondente da DPL News no Brasil e em português.

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