Juiz encerra a recuperação judicial da Oi após 6 anos

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A Oi anunciou que o Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro encerrou a recuperação judicial da companhia nesta quarta-feira, 14. 

Com um passivo de R$ 65 bilhões, 65 mil credores, 140 mil empregos diretos e indiretos, R$ 10 bilhões de impostos anuais e 800 mil ações judiciais, o processo durou seis anos e teve uma proporção histórica para o Brasil, disse o juiz na sentença.

Segundo a Oi, o encerramento mostra “o cumprimento das obrigações assumidas perante os seus credores até a data do encerramento da recuperação judicial”. A empresa também afirmou que o processo foi importante para a transformação das operações da Oi por meio do seu Plano Estratégico.

O presidente da Oi, Rodrigo Abreu, comemorou o fim da recuperação judicial relembrando as mudanças na empresa. Por exemplo, a venda da operação móvel e a criação da V.tal, que “inaugurou no Brasil o modelo de separação estrutural da nossa infraestrutura de fibra óptica”.

“Iniciamos um processo de eficiência operacional e redução de custos extremamente importante para a nossa sustentabilidade, incluindo a simplificação da nossa estrutura e de nossos processos. Demos sequência a um processo de revisão e equacionamento de nossa concessão de telefonia fixa e operações legadas associadas, incluindo uma grande transformação operacional e também ações regulatórias e legais que tem o potencial de transformar a companhia com reduções de custos e obrigações imprescindíveis para a nossa viabilidade futura”, afirmou Abreu. 

Entre outras ações, ele comentou a redução das dívidas financeiras, com pagamento do BNDES – era o maior credor individual com R$ 4,6 bilhões – e de todas as dívidas extraconcursais contraídas desde 2018. 

“No meio de toda essa transformação, fomos capazes de desenvolver, quase do zero, uma das maiores bases de usuários de fibra residenciais e empresariais e uma das maiores operações de soluções para grandes empresas do país, com as nossas unidades Oi Fibra e Oi Soluções”, disse.

Próximos desafios

Abreu destacou que agora começam desafios bastante críticos, como o trabalho cada vez mais intenso para crescer as operações e desenvolver novas fontes de receita, a busca pela eficiência e simplificação da empresa, o equacionamento definitivo da concessão e suas operações legadas e a continuidade das negociações com os credores financeiros.

A empresa também aposta no desenvolvimento da V.tal, que “deverá gerar valor adicional significativo no futuro”.

“Temos uma nova Oi, mais leve, que tem como estratégia a expansão da fibra ótica e dos serviços digitais, em linha com a tendência de crescimento da digitalização em todos os setores da economia”, concluiu.