miércoles, noviembre 30, 2022
HomeDPL NEWSFuturecom | Open RAN traz novos desafios para a indústria

Futurecom | Open RAN traz novos desafios para a indústria

No Futurecom 2022, os debatedores comentaram que o Open RAN traz novos desafios para as telecomunicações, como os integradores, o suporte e o diálogo entre concorrentes.

-

Leer en español

São Paulo, Brasil.- O modelo de rede Open RAN não se desenvolveu tão rápido quanto se esperava há alguns anos. Para Roberto Gomes Correa, Industry Technical Specialist da Intel, isso se deve ao fato de que a arquitetura traz um conjunto de tecnologias e desafios que as empresas não estavam acostumadas.

O executivo participou do debate “Open RAN: uma estrada que precisa ser construída por todos” nesta quarta-feira, 19, no Futurecom 2022.

Ele explicou que as operadoras se acostumaram com soluções em que uma única empresa resolvia todo o processo, mas o Open RAN traz uma discussão mais ampla e envolve perguntas que antes não existiam: quem vai fazer a integração entre os fornecedores? Quem vai dar o suporte?

Ralf Souza, diretor Executivo da Amdocs, concordou com a posição de Correa e acrescentou que a pandemia de Covid-19 pode ter atrasado a evolução do Open RAN. “Foram dois anos em que várias coisas não puderam acontecer, que atrasou o leilão do 5G em alguns países. Hoje as operadoras estão investindo no 5G e ainda deve acontecer uma evolução para chegar no Open RAN”, afirmou.

Outro desafio levantado no debate é a relação entre fornecedores concorrentes que em projetos Open RAN precisam dialogar entre si

Apesar disso, Andres Madero, CTO Latin America & Caribbean da Infinera, disse que esse ambiente mais aberto é responsável por acirrar a competição e impulsionar a inovação. O executivo afirmou que o ciclo de inovação na companhia passou de cinco anos para 12 meses devido a esse processo.

Open RAN no Brasil

Um consenso entre os debatedores foi que o Open RAN ainda está em fase de maturação. Marcia Ogawa, Sócia-Líder de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da Deloitte, vê essa fase inicial com bons olhos para o Brasil.

“O movimento ainda na fase de maturação é ótimo porque o Brasil pode surfar nessa onda. Depois que as tecnologias estiverem maduras, vai ter uma barreira alta para entrar no Open RAN”.

Também estiveram no painel Augusto Nellessen, da Superintendência de Soluções de Redes e Data Center do Itaú, e Marco Bego, diretor executivo e Chief Innovation Officer no InovaHC. Ambos participam do projeto OpenCare 5G no Hospital das Clínicas, em São Paulo, que combina rede privativa e Open RAN.

Uma aplicação para a rede é a realização de ultrassons em regiões onde tem equipamentos para o exame, mas não tem médicos. Nesse caso, é possível que outro profissional realize o exame com o acompanhamento médico remoto.

O debate também contou com a presença de Livio Silva, chief Solutions Architect Telco da RedHat para a América Latina; e de Ana Paula Lobo, jornalista do portal Convergência Digital.

Mirella Cordeiro
Mirella Cordeiro
Editora, periodista de temas digitales, telecomunicaciones y tecnología y corresponsal de DPL News en Brasil y lengua portuguesa. Editor, jornalista digital, de telecomunicações e tecnologia e correspondente do DPL News no Brasil e em português.
- Advertisment -

Publicidad