domingo, septiembre 25, 2022
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Empresas chamam presidenciáveis para compromisso com Economia Digital

A camara-e.net, composta por empresas como Amazon, Facebook e Dell, alertou os candidatos à Presidência sobre a ineficiência do Brasil na Economia Digital e os convidou para um compromisso.

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A Câmara Brasileira de Economia Digital (camara-e.net) enviou uma carta a todos os candidatos à Presidência da República alertando sobre a importância de um compromisso com a Economia Digital. O grupo também listou uma série de eixos a serem avaliados pelo próximo presidente do país.

A associação, que inclui empresas como Amazon, Bitso e TikTok, afirma que o Brasil não aproveita as oportunidades da Era Digital. “No Ranking de Competitividade Digital 2021, o Brasil permaneceu na 51ª posição entre os 64 países comparados em fatores associados às condições que um país cria para adotar, criar e promover tecnologias digitais nos setores público e privado”, diz o documento, complementando que a estratégia de transformação digital lançada em 2018 é insuficiente.

E, segundo a camara-e.net, o problema não é a resistência da população às novas tecnologias, pois 78,3% da população está conectada, o brasileiro passa em média 10 horas por dia online e, em 2021, o país tinha 440 milhões de aparelhos digitais em uso. Os números são do Global Overview Report de 2021.

Compromissos

A camara-e.net convida os presidenciáveis para um compromisso com o desenvolvimento da Economia Digital. Para isso, os esforços devem estar voltados a três objetivos principais: revisão das políticas existentes para avaliar se são compatíveis com o novo cenário; criação de normas e políticas alinhadas à nova realidade, alinhadas às características da Economia Digital; e criação de arranjos institucionais entre Estado, empresas, terceiro setor e academia, que impulsionem a entrada do país na nova economia.

Alguns dos eixos destacados pela associação são:

  1. Ampliar o acesso à internet de qualidade e com segurança;
  2. Promover parcerias público-privadas;
  3. Implementar políticas voltadas à formação, qualificação e requalificação digital dos brasileiros;
  4. Estimular a implantação de tecnologias digitais voltadas ao desenvolvimento sustentável e à preservação do meio ambiente;
  5. Promover o letramento digital e a capacitação de professores em todos os graus de formação; entre outros.

Benefícios

O grupo resume que a Economia Digital reduz burocracias, simplifica e otimiza procedimentos, aumenta o mercado consumidor, aumenta a produtividade, reduz custos e permite o surgimento de novas atividades.

Dados da McKinsey mostram que o aprimoramento de competências digitais ajudaria 21 milhões de brasileiros a encontrarem trabalho, o que resultaria em um acréscimo de até US$ 70 bilhões no produto interno bruto nacional até 2025.

Esses números são relevantes pelo atual cenário de crise econômica, com nível de desemprego a 9,3% (em junho), recorde de trabalho informal (que atinge 40% dos trabalhadores) e inflação a 10,07% (até julho).

Além disso, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) recomendou ao Brasil que avance na economia digital inclusiva, alinhando aos padrões da OCDE, para que o país possa fazer parte da organização.

Mirella Cordeiro
Mirella Cordeiro
Editora, periodista de temas digitales, telecomunicaciones y tecnología y corresponsal de DPL News en Brasil y lengua portuguesa. Editor, jornalista digital, de telecomunicações e tecnologia e correspondente do DPL News no Brasil e em português.

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