viernes, noviembre 25, 2022
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B2B é a chave para a monetização do 5G

No Futurecom 2022, os painelistas concordaram que a maior oportunidade para monetizar o 5G é o mercado corporativo. O mercado consumidor é o próximo passo.

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São Paulo, Brasil.- O 5G foi feito para conectar as máquinas e, posteriormente, as pessoas com ferramentas como Realidade Aumentada, por isso a maior oportunidade de monetização das operadoras está no segmento B2B, segundo Wilson Cardoso, CTO da Nokia Brasil.

O executivo participou do painel “O 5G chegou, e agora? Como vamos suprir as expectativas do público e das empresas” nesta quarta-feira, 19, no Futurecom 2022.

“Se a operadora focar em conectividade, cresce 0,6% ao ano”, disse. Cardoso mencionou o exemplo da Coreia, pioneira na implementação do 5G no mundo, onde uma operadora fez transformação digital dos seus processos e passou a focar no B2B. Como resultado, sua receita cresceu 16% ao ano.

Clayton Cruz, divisional president da Amdocs, acrescentou que a monetização do 5G no B2C depende de dois pilares: a penetração de dispositivos 5G e a disposição dos assinantes a pagar pela tecnologia.

Por se tratar de uma tecnologia recente no país, ainda não há grande quantidade de usuários da nova rede. Esse é mais um motivo pelo qual a melhor oportunidade de monetização está no B2B.

O executivo também alertou sobre o desafio de implementar as redes 5G em empresas que não possuem sistemas de Tecnologia da Informação adequados para suportar a infraestrutura. “A monetização do 5G vai acontecer no B2B e temos que estar prontos com nossos sistemas, mas não estamos ainda”, comentou.

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Em relação às redes privativas, a visão da Huawei é otimista. A empresa estima que haverá 1 milhão de redes privativas no mundo em 2030, informou Carlos Alberto Luz Roseiro, diretor de Soluções Integradas da Huawei Brasil.

Ele diz que faz sentido do ponto de vista econômico, pois os casos de uso que já existem mostram resultados positivos. Roseiro mencionou uma fábrica de produtos eletrodomésticos que fazia o controle de qualidade manualmente e, após a implementação de câmeras com Inteligência Artificial e processamento edge computing conectadas ao 5G, gerou valor agregado de US$ 1,8 milhão.

Também participaram do painel Alexandre Gomes, diretor de Marketing da Embratel; Debora Bortolasi, diretora de Operações Comerciais B2B da Vivo; Matheus Rodrigues, sócio de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da Deloitte Brasil; Rodrigo Dienstmann, CEO da Ericsson; e Ari Lopes, senior manager, Service Provider Americas Markets da Omdia Informa tech.

Mirella Cordeiro
Mirella Cordeiro
Editora, periodista de temas digitales, telecomunicaciones y tecnología y corresponsal de DPL News en Brasil y lengua portuguesa. Editor, jornalista digital, de telecomunicações e tecnologia e correspondente do DPL News no Brasil e em português.
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