sábado, octubre 1, 2022
HomeREDES5GBrasil poderá ser laboratório de aplicações 5G SA: Carlos Baigorri

Brasil poderá ser laboratório de aplicações 5G SA: Carlos Baigorri

O presidente da Anatel disse que o Brasil terá a maior rede 5G SA do mundo, depois da China, e também falou sobre os próximos passos da implementação da tecnologia no país.

O Brasil tem potencial para ser um grande laboratório para as aplicações que demandam a rede 5G Standalone (SA). A afirmação é de Carlos Baigorri, presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), durante o PwC Debate desta sexta-feira, 16.

Segundo Baigorri, o país está na vanguarda das redes 5G SA. “A informação que me trouxeram há um tempo de um vendor grande é que, com a quantidade de sites SA no Brasil nos próximos anos, o Brasil vai ter a maior rede 5G SA, fora a China”, disse. “Isso potencializa o Brasil como um laboratório para as aplicações que vão rodar no 5G”.

A visão do presidente da Anatel é que essa é uma oportunidade para as indústrias, o ecossistema de inovação e a academia colocarem o país na vanguarda das aplicações 5G.

Relacionado: Brasil tem a primeira videochamada com “5G puro”

Implementação da rede 

Baigorri também abordou os próximos passos para a implementação da tecnologia no país. Depois de ativar o 5G em todas as capitais, a Agência deveria liberar o espectro de 3,5 GHz nas cidades com mais de 500 mil habitantes. Entretanto, o conselheiro da Anatel, Moisés Moreira, levantou a possibilidade de fazer a limpeza da faixa por clusters

“Uma cidade de 500 mil habitantes ou de 1 milhão de habitantes tem diversas outras pequenas cidades no entorno”, explicou Baigorri. “A ideia que o conselheiro Moisés está trazendo é agrupar essas cidades em clusters urbanos e fazer a limpeza. Isso vai acelerar a implementação do 5G e é oportunidade para os novos operadores”, afirmou. 

Isso porque os players regionais têm obrigações de atender cidades abaixo de 30 mil habitantes somente a partir de 2026. Mas, com a limpeza antecipada, eles têm a possibilidade de se lançar ao mercado antes do que estava previsto.

Esse é o principal foco da Anatel: fazer com que esses operadores entrem no mercado e se tornem viáveis.

O momento é propício porque o mercado móvel brasileiro nunca esteve tão concentrado, avaliou Baigorri.

Compartilhamento de infraestrutura

Alex Salgado, vice-presidente para B2B da Vivo, também esteve presente no evento e comentou sobre a importância do compartilhamento de infraestrutura. “O Brasil tem dimensões continentais e, se você olhar a área coberta, tem um potencial enorme de crescimento. Então o compartilhamento de infraestrutura é primordial para ter o país coberto o mais próximo possível da plenitude”.

Salgado ressalta que é importante não só as empresas menores terem acesso à rede das grandes operadoras, como também é positivo que elas construam suas infraestruturas e compartilhem com as operadoras já estabelecidas no mercado.

Esse tipo de operação já está acontecendo. Recentemente, a Vivo fez um acordo com a Winity, vencedora do leilão do 5G, para ter acesso a um bloco de 700 MHz da empresa. O negócio foi recebido pelo mercado com surpresa e a concretização da operação depende do aval da Anatel e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Em sua apresentação, o executivo revelou que a Vivo pretende lançar pilotos de 5G em ondas milimétricas ainda neste ano. Um exemplo citado por Salgado foi o de usar a tecnologia em bancos para substituir a instalação cabeada e WiFi. As vantagens são maior velocidade, estabilidade e segurança, “porque, se tem um evento de segurança, não tem ninguém para cortar a energia ou cortar o cabeamento”.

Mirella Cordeiro
Mirella Cordeiro
Editora, periodista de temas digitales, telecomunicaciones y tecnología y corresponsal de DPL News en Brasil y lengua portuguesa. Editor, jornalista digital, de telecomunicações e tecnologia e correspondente do DPL News no Brasil e em português.

Publicidad

LEER DESPUÉS