TIM quer roaming nacional a R$ 4,91 por GB

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A TIM apresentou uma nova proposta de Oferta de Referência de atacado (ORPA) para roaming nacional à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na última sexta-feira, 29. A medida é parte das obrigações estabelecidas pela Anatel e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) devido à compra da Oi Móvel por Claro, TIM e Vivo.

Segundo a operadora, o documento incorpora observações da consultoria contratada pela Anatel, “se baseia na contabilidade regulatória auditada a cada ano e produzida levando em conta estritamente a regulamentação específica”.

O valor de referência proposto pela TIM é de R$ 4,91 por Gigabyte para o roaming no atacado. “Este valor é absolutamente compatível com o preço médio do varejo, calculado pela própria Anatel, de R$ 5,86, reflete os resultados do modelo de custos, conforme definido pelo condicionante fixado pelo regulador, e ao, mesmo tempo, evita as distorções de um modelo teórico bottom-up que não representa os custos e a realidade operacional das operadoras no Brasil”, informou a companhia, em comunicado.

A TIM também adicionou quatro condições à sua proposta:

  1. Vigência máxima de 18 meses dos contratos de roaming em áreas coincidentes, prazo a partir do qual é preciso contar com os investimentos em rede de quem comprou a frequência.
  2. Vedação absoluta da prática ilegal e abusiva do roaming permanente, já condenada pela Anatel, mas objeto de manobras judiciais por parte de empresas empenhadas em criar modelos de negócios irregulares.
  3. Manutenção do modelo de negócios de cobrança da assinatura M2M, que nunca se mostrou ser um gargalo nas relações setoriais e atua também como desincentivo à ilegalidade do roaming permanente.
  4. Valores de referência iguais para todas as operadoras, para evitar que a regulamentação seja fonte de distorções competitivas.

O Conselho Diretor da Anatel aprovou, em junho, novos valores de referência para Claro, TIM e Vivo elaborarem suas propostas de ORPA. O preço determinado pela Anatel para 2022 é de R$ 2,60 por Gigabyte – quase metade do valor indicado pela TIM. A Agência ainda espera reduzir o preço gradativamente até R$ 1,70 em 2026.

Por discordarem da metodologia e dos preços estipulados pela Anatel, as três operadoras entraram na Justiça e conseguiram liminares para suspender os preços. A Agência vai recorrer da decisão judicial.

Resultados TIM

A TIM também divulgou os resultados financeiros do segundo trimestre de 2022 na noite desta segunda-feira, 1º. A receita líquida total da operadora cresceu 21,8% em comparação ao mesmo período do ano passado, chegando a R$ 5,36 bilhões.

Segundo a operadora, o resultado foi impulsionado pelo desempenho do segmento móvel, que avançou 23% e bateu R$ 4,89 bilhões, e pela aquisição dos ativos da Oi. No serviço fixo, a receita foi de R$ 303 milhões, registrando um crescimento de 7,1%.

Já o lucro líquido foi de R$ 280 milhões, apresentando uma queda de 58,4% em comparação ao segundo trimestre do ano passado. A TIM argumenta que o número se deve pelos gastos com a aquisição dos ativos móveis da Oi e pela piora dos indicadores macroeconômicos.