Conselho Gestor do Fust revela quais projetos podem receber recursos

O Conselho Gestor do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (CG-Fust) aprovou, no final do ano passado, o caderno de projetos para o ano de 2023. O documento detalha quais tipos de programas são passíveis de receber recursos financeiros do Fust.

O acórdão foi publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 17.

Tanto na modalidade reembolsável, quanto na não reembolsável, serão aceitas iniciativas voltadas para a ampliação do acesso de escolas públicas à Internet em banda larga e para a expansão do uso e da melhoria das redes e dos serviços de telecomunicações.

Modalidade reembolsável

  1. Construção de rede de transporte de alta capacidade e rede de acesso para escolas públicas rurais e urbanas não conectadas ou com conexão inadequada.

O documento também traz referências sobre o custo da ação. Estima-se, por exemplo, R$ 61.763,45 por quilômetro para atendimento em fibra óptica, R$ 107.821,07 para atendimento via rádio de alta capacidade (mínimo de 100 Mbps) e R$ 12.742,49 para atendimento via conexão satelital (mínimo de 50 Mbps).

  1. Construção de rede interna, para qualquer escola pública sem rede interna adequada, incluindo o medidor NIC.br embarcado.

A previsão do custo é de R$ 34.055,32 por escola.

Em ambos os casos, os projetos devem prever a manutenção da conectividade por, pelo menos, 12 meses.

  1. Expansão da cobertura do Serviço Móvel Pessoal (SMP) em localidades ou rodovias estaduais não atendidas com 4G ou tecnologia superior.

Os custos variam de R$ 326.487,62 – para uma estação rádio base 4G urbana ou rural sem torre – a R$ 811.772,97 para estação rádio base 5G rural.

  1. Construção de rede de acesso de alta capacidade em municípios com teledensidade de banda larga fixa abaixo da mediana do Brasil.

O valor de referência é de R$ 477,47 por home-passed.

  1. Construção de rede de transporte de alta capacidade, com tecnologia de fibra óptica em municípios e localidades.

O custo previsto é de R$ 61.763,45/km de rede de transporte em fibra.

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Modalidade não reembolsável

  1. Prover acesso em banda larga a escolas públicas rurais e urbanas não conectadas e custear o serviço por, no mínimo, 36 meses.

A estimativa de custo é de R$ 111.884,25 mil/km de fibra; R$ 107.821,07 para rádio (mínimo de 100 Mbps); R$ 12.742,49 por link satélite (mínimo de 50 Mbps); e custeio da conexão de R$ 300,00 por mês.

  1. Custeio do serviço de conexão da escola à internet pelo período de 36 meses, incluindo assinatura, e rede interna.

A rede interna está estimada em R$ 34.055,32 por escola e, da conexão, R$ 300,00 por mês.

  1. Promover a distribuição de chips do Internet Brasil para as Secretarias de Educação que aderiram ao Programa.

O projeto tem valor de referência bastante baixo. O fornecimento de chips está previsto em R$ 14,79 por chip; e a logística é R$ 0,51 por chip.

Modalidade não reembolsável – renúncia fiscal

  1. Prover acesso em banda larga a escolas públicas rurais e urbanas não conectadas por, pelo menos, 36 meses.

A estimativa de custo é de R$ 111.884,25 mil/km de fibra; R$ 107.821,07 para rádio (mínimo de 100 Mbps); R$ 12.742,49 por link satélite (mínimo de 50 Mbps); e custeio da conexão de R$ 300,00 por mês.

Ainda está prevista a participação nos projetos: 

  1. Torres rurais, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de R$ 11.986,41/km²
  2. Bolsa conectividade, para famílias cadastradas em programas sociais do governo, de R$ 600 por família por ano.
  3. Internet Brasil.