Entidades dos setores de telecomunicações, Internet e eletroeletrônico manifestaram repúdio aos atos antidemocráticos e violentos que aconteceram em Brasília neste domingo, 8.
A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) lembrou que esse tipo de ação prejudica o ambiente de negócios no país. “Precisamos de normalidade, de forma a garantir previsibilidade de investimentos”, diz a nota.
“Nesse momento, temos que nos concentrar nos desafios a serem vencidos para a melhora do ambiente de negócios, na continuidade da digitalização da economia — na qual o setor eletroeletrônico tem papel fundamental — e na ampliação da produtividade, garantindo a geração de emprego e renda no país”.
Vivien Suruagy, presidente da Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática (Feninfra), também afirmou que os atos são danosos à democracia, ao país, à economia e à imagem internacional do Brasil.
“A entidade, como representante de um setor integrante da cadeia de valores da transmissão de dados, informações e mídias, defende o direito à livre manifestação e pensamento e atos pacíficos e cívicos, mas ações violentas não podem ser toleradas”, afirmou. E acrescentou que os fatos devem ser apurados e os agentes responsabilizados.
A Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) espera ações enérgicas e céleres para apuração dos fatos.
“Com o propósito contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual, no qual a tecnologia da informação desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento e a criação de novas oportunidades para todos, a ABES é contra qualquer ação de violência e reitera o apoio irrestrito ao Estado de Direito.”
A Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) e a Associação Brasileira de Internet (Abranet) também refutaram os atos criminosos. “A Internet, a paz e o diálogo democrático devem seguir juntos na transformação digital do nosso país”, defendeu a Abrint.
Ataques em Brasília
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. Pelo menos 1.200 pessoas foram detidas.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Facebook, Instagram, TikTok e Twitter bloqueiem 17 perfis das plataformas, sob pena de multa diária de R$ 100 mil, e que as redes removam conteúdos golpistas.
Além disso, serão usados registros de conexão das operadoras de telecomunicações para identificar a geolocalização dos usuários que estiveram nas imediações da Praça dos Três Poderes e do Quartel-General do Distrito Federal.