A TIM está estudando três formas de usar os satélites para complementar sua cobertura, informou o presidente da operadora no Brasil, Alberto Griselli, durante o Seminário 5G.Br. O executivo participou da primeira edição do evento organizado pelo Ministério das Comunicações, que aconteceu nesta quinta-feira, 11, em São Paulo.
Segundo Griselli, a forma mais consolidada da conexão satelital é usar o satélite geoestacionário para conectar os sites. Ele deu como exemplo o projeto do governo brasileiro de conectar as escolas de áreas remotas que ainda não têm eletricidade.
“É exatamente o que estamos fazendo para levar a cobertura 4G em todos os cantos do Brasil. Temos o projeto SkyCoverage, em que temos antena com um painel solar para fornecer energia e tem o backhaul satelital para fazer a conexão”.
Ele disse que a TIM tem aproximadamente 1.300 dessas antenas que são usadas para levar cobertura 4G a todos os municípios brasileiros. “Isso se chama satellite to the site e é um uso consolidado”, informou.
Outras possibilidades “no radar” da operadora são satellite to the home e satellite to the phone, que estão mais ligadas às constelações de satélites de nova geração.
Griselli afirmou que a TIM está testando a SpaceX, que permite conexões de até 300 Mbps. “Estamos vendo a capacidade da tecnologia de fornecer um cenário de banda larga fixa e [cumprir] algumas obrigações que temos de cobertura nas escolas rurais”.
O terceiro uso é mais futurista, disse o CEO da TIM. “É o que vai permitir que qualquer celular funcione não com antena terrestre, mas através de uma propagação satelital”.
“Existem essas constelações de novíssima geração que serão operacionais no segundo semestre e estão no nosso radar. Qual é o caso de uso? Levar cobertura para áreas remotas com velocidade mais parecida hoje com 4G do que com o 5G. São mecanismos que utilizamos para complementar nossa cobertura e levar sinal satelital a todos os brasileiros”, completou.