A Oi terminou o quarto trimestre de 2021 com uma receita total de R$ 4,57 bilhões, uma queda de 4,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior e um avanço de 1,1% em comparação ao trimestre anterior. No ano, a receita da companhia foi de R$ 17,93 bilhões, registrando uma retração de 4,5% em relação a 2020.
O prejuízo da companhia foi de R$ 1,64 bilhão no trimestre e de R$ 8,48 bilhões nos 12 meses do ano passado.
Os números foram divulgados na manhã desta quinta-feira, 5, após adiar a publicação do resultado duas vezes. Em conferência ao mercado, Rodrigo Abreu, CEO da Oi, explicou que os movimentos de reestruturação da empresa – a venda da Oi Móvel e a venda da base de clientes pós-pagos de DTH para a Sky – trouxeram complexidade para o fechamento dos resultados de 2021 e foi necessário revisar os números.
Residencial
Os ganhos do segmento residencial tiveram uma queda de 3,8% quando comparado aos três últimos meses de 2020, totalizando R$ 1,26 bilhão. O valor foi afetado negativamente pelas redes de cobre, voz fixa cobre e banda larga cobre (legado), enquanto a fibra teve o crescimento de 66,7% na receita, chegando a R$ 801 milhões. No ano, os ganhos com fibra atingiram participação de 64% de toda a receita residencial.
A Oi encerrou o ano com 14,6 milhões de casas passadas com fibra e alega um forte ritmo de expansão de rede, com uma média de crescimento de 457 mil casas passadas por mês.
“O crescimento da fibra compensa o declínio no legado, como era esperado, e é uma boa confirmação de que agora concluímos a inversão total”, mencionou Abreu.
Atualmente, a infraestrutura de fibra é operada totalmente pela V.tal, que vem atuando com governança própria. Após o fechamento da operação, a Oi terá 42% de participação da empresa.
Relacionado: Cade aprova venda da V.tal, da Oi, para o BTG Pactual e o CIG
B2B
No mercado B2B, a Oi teve um incremento de 1,9% na receita em comparação ao mesmo período do ano anterior, chegando a R$ 919 milhões.
A Oi Soluções contribuiu com R$ 578 milhões, registrando uma redução de 2,6 % em relação a 2020. “A tendência de recuperação da receita no segmento vem acontecendo de forma mais lenta, conforme o esperado pela Companhia, uma vez que no curto prazo sua dinâmica é fortemente impactada pelo cenário macroeconômico desafiador do país”, segundo a Oi.
“Por outro lado, o crescimento das receitas de TI será suportado por ações de médio prazo, como a evolução do portfólio para comercialização de serviços de valor adicionado, aumentando a exposição da base às soluções digitais”, diz o relatório trimestral.
A receita com Pequenas Empresas (PME) totalizou R$ 214 milhões, um crescimento de 5,2% na comparação anual. O valor está relacionado principalmente à fibra, que foi responsável por R$ 178 milhões, em uma alta de 157,8% em relação ao ano anterior.
“Em 2021, começamos uma estratégia focada nas parcerias de PME. Por exemplo, a PagSeguro e a Oi Fibra fizeram parceria e ofereceram benefícios competitivos às PMEs que adotaram PagSeguro nas maquininhas e fibra da Oi”, comentou Abreu.
Já o atacado teve receita de R$ 126 milhões no último trimestre do ano passado. A Oi informou que essas receitas de infraestrutura de cobre para serviços regulados vão continuar na Nova Oi.
Mobilidade Pessoal
O serviço móvel pessoal da Oi foi responsável pela receita de R$ 1,66 bilhão, ficando estável em relação ao ano anterior. A empresa informou que o resultado foi fruto de ações comerciais como a campanha Black Friday; da racionalização do portfólio para reduzir os custos de manutenção e oferecer ofertas mais rentáveis; e maior efetividade de campanhas de incentivo ao consumo.
Futuro
Em relação aos planos para o futuro, Abreu afirmou que a companhia começou uma campanha de reposicionamento, com missão, visão e objetivos estratégicos claros. “Agora, conseguimos construir a Nova Oi, que se baseia em uma visão de liderança nas soluções digitais e nos negócios de fibra com a missão de criar novos futuros levando a vida digital para todos”, explicou.
Para isso, a companhia tem alguns pilares estratégicos: aceleração do core business, criando um novo modelo centrado no cliente; aceleração de novas fontes de receita para complementar o core; simplificando a empresa de forma drástica para ser sólida e sustentável; e, por fim, tratando as questões relacionadas à concessão e ao negócio legado para ser uma empresa sustentável no longo prazo.
“Estamos quase concluindo essa transformação. Em 2022, vai começar o início de uma nova jornada”, prometeu Abreu.