Oi avança na fibra e apresenta lucro líquido de R$ 1,1 bilhão

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A Oi registrou queda de 3,4% da receita líquida no segundo trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2020, chegando a R$ 4,389 bilhões. Nas operações brasileiras, os ganhos foram de R$ 4,333 bilhões, segundo os resultados divulgados nesta semana.

Apesar da queda, a companhia destacou o trabalho com fibra, que puxou o crescimento da receita nas operações residenciais, principalmente. Rodrigo Abreu, CEO da Oi, disse nesta manhã que a companhia entregou o maior número de casas conectadas ao mercado: “uma casa conectada a cada 9 segundos [no trimestre]”.

Já o lucro líquido teve um resultado positivo em R$ 1,139 bilhão, revertendo o prejuízo de mais de R$ 3 bilhões de 2020 e do primeiro trimestre de 2021.

Operações continuadas – Residencial

O segmento totalizou receita líquida de R$ 1,308 bilhão, um aumento de 3,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Para a Oi, isso confirma o turnaround do segmento como resultado da estratégia de forte expansão de serviços de fibra. Em comparação com os três primeiros meses de 2021, a receita ficou praticamente estável (-0,2%).

Os ganhos ligados à fibra já ultrapassaram os relacionados aos serviços de cobre, atingindo uma participação de 50% da receita total. A empresa encerrou junho com 12 milhões de casas passadas (HP’s) com fibra, um aumento de 1,5 milhão se comparado aos três meses anteriores.

Já em relação às casas conectadas (consumidores pagantes), a Oi encerrou o trimestre com 2,8 milhões em sua base de clientes. 

A receita com fibra foi de R$ 691 milhões, sendo R$ 654 milhões de clientes residenciais, o que representa um crescimento anual de 156%, e R$ 37 milhões de empresas, um avanço de 181,5%.

Por sua vez, o sistema legado (telefonia fixa por cobre, banda larga cobre e outros) segue em “retração da demanda”, e a Oi continua reduzindo o foco comercial nesses serviços e acelerando a substituição por fibra.

Operações continuadas – B2B

A receita do segmento das empresas teve uma queda de 10,6% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 882 milhões. Segundo a Oi, o setor continua sendo impactado negativamente pelo cenário econômico do país, como resultado das restrições impostas devido à pandemia de Covid-19.

Quanto às pequenas e médias empresas, os ganhos ficaram estáveis em relação a 2020, mas avançaram 2,6% se comparado ao primeiro trimestre de 2021.

V.tal e arbitragem com Anatel

Um dos marcos recentes para a companhia foi o lançamento da marca V.tal, empresa de rede neutra, que está em processo de venda para o BTG Pactual. A V.tal já nasce com aproximadamente 400 mil km de rede de fibra e mais de 270 contratos entre serviços de atacado e rede neutra.

“A V.tal já opera como uma rede neutra e esperamos que ela sirva aos ISPs, provedores grandes ou pequenos, dependendo da área. A gente [já] vem assinando contratos com provedores. Incluindo suprimento de fibra de ponta a ponta”, assumiu Abreu. Ele disse que já são mais de 10 contratos assinados com novos provedores.

Outro ponto importante foi a aprovação do Termo Arbitral com a Anatel, que deve ser assinado até esta sexta-feira, 13. Para a Oi, o contrato é um componente crítico para abordar as atuais discussões de migração para uma autorização, e o processo deve ser realizado até o final de 2022.