O Ministério das Comunicações (MCom) anunciou nesta quinta-feira, 2, que está na fase final da primeira etapa do Norte Conectado, programa que leva uma rede de backbone por meio de cabos subfluviais para a região.
Segundo o MCom, a Infovia 00 está 97% concluída e as empresas do Operador Neutro – Aquamar, BRDigital, CTE Telecom, ICOM Telecom, Radiante, SEA Telecom, Simplex Informática, Vivo e Wirelink – devem assumir os trabalhos nos próximos dias. “As conexões urbanas de rede também já foram finalizadas em algumas das cidades. A entrega depende agora da conclusão desta etapa e da emissão de licenciamentos ambientais”, informou a pasta.
Até o momento, foram investidos R$ 76,9 milhões e instalados 705 km de cabos no leito do Rio Amazonas, que vão conectar a cidade de Macapá, no Amapá, a Alenquer, no Pará. O MCom estima que quase 1 milhão de pessoas serão beneficiadas por esta primeira etapa do Norte Conectado.
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“Além de levar o acesso à internet para cidades com pouca ou nenhuma conectividade, esta iniciativa tem um impacto ambiental muito baixo, uma vez que estamos fazendo uma rede subfluvial que integrará as principais comunidades sem derrubar nenhuma árvore”, disse a secretária de Telecomunicações, Nathalia Lobo.
O projeto foi aprovado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que avaliou os possíveis impactos ambientais e autorizou as licenças para a iniciativa.
Na reunião do Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) desta quinta-feira, o conselheiro Moisés Moreira explicou o projeto. A Infovia 00 já está praticamente concluída pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a Infovia 07 foi feita pelo Exército Brasileiro.
“A Infovia 01 terá o cabo lançado no próximo semestre com recursos do saldo remanescente dos 700 MHz, que está na EAD, e o restante – Infovias 02, 03, 04, 05, 06 e 08 – serão executadas pela EAF com o recurso proveniente do leilão do 5G”, comentou.
O Norte Conectado deverá conectar 58 cidades do Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia e Roraima com 12 mil km de cabos ópticos subfluviais, beneficiando 10 milhões de pessoas com acesso à Internet e a serviços como educação à distância, telemedicina e trabalho remoto.
“A expectativa é de que o projeto alavanque o desenvolvimento econômico da região e fortaleça políticas públicas de educação, saúde, segurança, defesa e judiciário”, de acordo com o MCom.