Uma pesquisa recente da Visa, em parceria com a LRW, mostrou que 97% dos brasileiros consultados conhecem as criptomoedas e 32% deles estão diretamente engajados com elas, seja como meio de investimento (proprietários passivos), seja para fazer transações comerciais e enviar/receber dinheiro (proprietários ativos).
O estudo global The Crypto Phenomenon: Consumer Attitudes & Usage foi feito em oito países no segundo semestre do ano passado. Os dados do Brasil indicam que este é o mercado com o maior percentual de adultos curiosos, com 29%, o que significa a maior oportunidade de crescimento no curto prazo, de acordo com a Visa.
O documento revelou que os consumidores engajados estão altamente interessados em comprar mais criptomoedas para investimentos nos próximos 12 meses e acreditam que elas serão amplamente usadas para comprar produtos e enviar dinheiro nos próximos 5 a 10 anos.
De modo geral, os brasileiros que possuem criptomoedas as veem como uma forma de construir um patrimônio e diversificar seus portfólios. Entre os proprietários ativos, 71% considera mais vantajoso investir em criptomoedas do que em ações.
Perfil
Para Romina Seltzer, head de Soluções para a Visa América Latina e Caribe, os resultados sugerem que as criptomoedas estão deixando de ser de um pequeno nicho e ficando cada vez mais acessível ao público e a novos adotantes no Brasil. Atualmente, os mais ricos e mais jovens são mais inclinados a se engajar com as criptomoedas.
Vale ressaltar que os cidadãos dos países emergentes são mais propensos a ter criptomoedas e utilizar stablecoins – criptomoedas pareadas em algum ativo estável – devido à inflação e à instabilidade das moedas dos seus países. O mesmo não acontece com os países desenvolvidos.
Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2.303/15, que regulamenta a prestação de serviços de criptoativos no Brasil, como a troca, em nome de terceiros, de moedas virtuais por moeda nacional ou estrangeira; troca entre um ou mais ativos virtuais; transferências; entre outros.
Especialistas veem com bons olhos as discussões sobre regulamentação de criptomoedas no Brasil, pois são importantes para garantir segurança aos investidores e aos clientes finais, além de diferenciar os ativos com natureza de pagamento e os com características de títulos. Atualmente, a Receita Federal já reconhece mais de R$ 127 bilhões sendo transacionados no país.