A Claro anunciou, nesta semana, uma parceria com a Embratel e a SLC Agrícola para desenvolver casos de uso no agronegócio. A iniciativa consiste em usar a operação da SLC para criar produtos e serviços que visam o aumento da produtividade e melhor uso dos recursos naturais.
Para isso, a Claro e a Embratel instalaram uma rede 5G standalone na Fazenda Pamplona, na cidade goiana de Cristalina, com equipamentos da Huawei. A rede opera na faixa de 3.5 GHz, com 100 MHz de largura de banda, e tem licença experimental cedida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A utilização do “5G puro” permite a transmissão instantânea de centenas de imagens, em alta resolução, que podem ser coletadas por drones em campo e processadas rapidamente para os produtores reagirem de forma mais eficaz aos problemas no campo.
“Nossa expectativa é de que as vantagens da baixa latência e o processamento em tempo real do 5G permitam o uso de algoritmos em nuvem e Inteligência Artificial, trazendo ganhos de eficiência operacional e produtividade em nossas fazendas, assim como em todo ecossistema do agronegócio”, afirmou João Aranda, coordenador de Serviços de TI da SLC Agrícola.
Eduardo Polidoro, diretor de Negócios de IoT da Claro, acredita que o projeto permitirá maior exploração da capacidade 5G no setor. “A união com a SLC Agrícola vai nos permitir testar diversos casos de uso que não eram possíveis antes, integrando análises em tempo real e uso de drones, por exemplo”, disse.
A Claro indica que pretende ser especialista no setor agrícola desde 2019, quando anunciou um acordo com a Embratel, a Embrapa e o Instituto Eldorado para o desenvolvimento de soluções de Internet das coisas (IoT) no agronegócio.
Em dezembro do ano passado, a operadora, a Embratel e a Huawei fizeram o primeiro projeto piloto na cidade de Rio Verde, em Goiás, em que instalaram uma rede 5G voltada para IoT no campo. Agora, é a vez de expandir as aplicações.