A ativação do 5G no Brasil na faixa de 3,5 GHz deverá ser adiada em 60 dias. O Gaispi (Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na faixa de 3.625 a 3.700 MHz) aprovou nesta quarta-feira, 11, uma proposta para dar um prazo adicional de 60 dias na liberação da faixa do 3,5 GHz em todas as capitais. O texto será encaminhado ao Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações.
A justificativa é a impossibilidade de a indústria entregar os equipamentos para a mitigação de interferências nas estações satelitais dentro do prazo original.
A princípio, a faixa de 3,5 GHz deveria ser liberada no dia 30 de junho e a primeira meta de cobertura – uma estação rádio base para cada 100 mil habitantes nas capitais – tinha o prazo de 31 de julho. As novas datas passam a ser 29 de agosto e 29 de setembro deste ano.
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A Entidade Administradora da Faixa (EAF) – empresa que operacionaliza a limpeza da faixa – alegou que o lockdown na China, a escassez de semicondutores, as limitações do transporte aéreo e a demora no desembaraço aduaneiro prejudicaram o projeto.
A proposta do Gaispi também prevê a possibilidade de antecipação do uso da faixa em determinados lugares, dependendo da avaliação da EAF, aprovação do Gaispi e comunicação ao Conselho Diretor.
O edital do 5G previa a possibilidade de adiar o cronograma em 60 dias, desde que fossem constatadas dificuldades técnicas para a migração da recepção do sinal de televisão por meio de antenas parabólicas na banda C para a banda Ku ou para a desocupação da faixa de 3.625 MHz a 3.700 MHz.
Apesar de indesejada, a notícia não pegou o setor de surpresa, pois era sabido que o prazo era apertado e surgiram dúvidas se seria possível cumprir o cronograma.