Com a conclusão da operação com a Oi Móvel, a Claro divulgou seu plano para a integração dos ativos adquiridos. Segundo a operadora, nesta primeira fase, não haverá mudanças para os 12,9 milhões de clientes da Oi que serão incorporados à sua base.
“Tudo vai acontecer gradativamente, com toda comunicação e transparência necessária, para que os clientes sejam orientados e avisados sobre cada etapa ou mudança, até que todas as alterações necessárias estejam concluídas e o cliente passe a receber todos os serviços através da Claro, com mais benefícios e vantagens em relação ao que possui atualmente”, informou Paulo Cesar Teixeira, CEO da Claro.
Neste primeiro momento, os clientes que terão o serviço migrado para a operadora não sentirão diferenças no serviço, já que a Oi foi contratada para continuar atendendo os usuários enquanto a incorporação das redes e sistemas acontece na Claro, processo que pode demorar até 12 meses.
“O atendimento ao cliente segue normalmente, inclusive a utilização do app Oi Móvel”, informou a Claro, em nota à imprensa. As lojas Oi também continuam funcionando.
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Após a primeira etapa, os usuários serão comunicados a cada alteração necessária na prestação de serviço. Mesmo assim, os clientes poderão procurar uma loja da Claro a qualquer momento e fazer a portabilidade imediatamente.
De acordo com a Claro, a integração das duas redes permitirá que os clientes de ambas as empresas ganhem mais cobertura e qualidade de sinal, porque onde o sinal de uma operadora não estava disponível, passará a estar por meio da rede da outra operadora.
A Claro vai receber clientes da Oi Móvel nas regiões sudeste, sul, norte e nordeste, dos DDDs 13, 14, 15, 17 e 18, do estado de São Paulo; 27 e 28, do Espírito Santo; 31, 33, 34, 35, 37 e 38, de Minas Gerais; 43, 44, 45 e 46, do Paraná; 47, 48 e 49, de Santa Catarina; 71,74 e 77, da Bahia; 79, de Sergipe; 87, de Pernambuco; 91 do Pará; e 92, do Amazonas.
Transação da Oi Móvel
A venda da Oi Móvel para Claro, TIM e Vivo foi concluída nesta quarta-feira, 20, sob o valor de R$ 15,9 bilhões, sendo que R$ 14,4 bilhões foram pagos no ato. Outros R$ 586 milhões foram transferidos à Oi pelos serviços de transição a serem prestados às compradoras.
Além disso, a Oi poderá receber até R$ 294,6 milhões caso atinja metas de migração de bases de clientes e frequências, sendo que R$ 49,6 milhões já foram transferidos.
Por fim, as partes assinaram contratos de Fornecimento de Capacidade de Transmissão de Sinais de Telecomunicações em Regime de Exploração Industrial na modalidade take or pay no valor de R$ 819 milhões, que será pago em parcelas durante um período de até 10 anos.
Com esses adicionais, o valor total da operação pode chegar a R$ 17,6 bilhões. A Claro será responsável pelo pagamento de até R$ 3,85 bilhões, a TIM, de R$ 7,93 bilhões e a Vivo, de R$ 5,81 bilhões.
Especialistas apontam que a principal beneficiada pelo negócio é a Oi, que terá fôlego para sair da Recuperação Judicial, além de se desfazer da unidade móvel que era cara e não tem nenhum diferencial.
A TIM também será beneficiada de forma significativa, porque, com a base de clientes e o espectro que eram da Oi, ela poderá competir com a Claro e a Vivo de forma mais igualitária.