As operadoras Claro, TIM e Vivo concluíram nesta quarta-feira, 20, a aquisição da operação móvel da Oi. Segundo as empresas, o negócio acontece após o cumprimento das condições estabelecidas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O preço de fechamento ajustado foi de R$ 15,9 bilhões, sendo que, nesta data, as compradoras realizaram o pagamento de R$ 14,4 bilhões. O restante ficará retido pelas operadoras por até 120 dias para possíveis compensações de valores que a Oi pode vir a pagar às compradoras, devido a ajustes pós-fechamento e outras obrigações de indenização.
Com o encerramento da negociação, a totalidade das ações da Cozani foi transferida para a TIM, a Garliava passou para a Vivo e a Jonava foi transferida para a Claro.
As compradoras ainda pagaram R$ 586 milhões referente aos serviços de transição a serem prestados pela Oi e as empresas assinaram assinados Contratos de Fornecimento de Capacidade de Transmissão de Sinais de Telecomunicações em Regime de Exploração Industrial na modalidade take or pay no valor de R$ 819 milhões, que será pago em parcelas durante um período de até 10 anos.
A Oi ainda informou que, com a conclusão da operação, ela quitou o crédito com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de R$ 4,6 bilhões, cujo pagamento foi realizado pelas compradoras.
Relacionado: Recursos da venda da Oi Móvel serão usados para investir em fibra óptica e reduzir dívida da Oi
“A conclusão da Operação, nesta data, representa a implementação de uma das etapas mais críticas do Plano de Recuperação Judicial e do Plano Estratégico de Transformação da Oi, visando assegurar à Companhia maior flexibilidade e eficiência financeiras e sustentabilidade de longo prazo”, declarou a companhia, em nota. O plano da Oi é se transformar na maior provedora de infraestrutura de telecomunicações do país, por meio da massificação da fibra óptica.
A Vivo informou que a transação amplia a capacidade de investimentos e a criação de inovações tecnológicas de forma sustentável e racional, contribuindo para a digitalização do país.
Para a TIM, esta é a oportunidade de “competir de forma equilibrada com seus principais concorrentes no que diz respeito à sua infraestrutura e representatividade geográfica de sua base de clientes e com expectativa de significativa criação de valor para os seus acionistas”.
As quatro empresas anunciaram o negócio em 2020, quando a operação passou a ser analisada pela Anatel e pelo Cade. Somente em fevereiro deste ano, após contestações de prestadoras de pequeno porte, os órgãos aprovaram a venda.