Velocidade da Internet é importante, mas não é tudo na banda larga fixa

A velocidade da Internet de banda larga fixa é um dos pontos de reclamação dos usuários que contratam um pacote para determinada velocidade e nem sempre recebem o prometido. Mas outros fatores também são relevantes para medir a qualidade da rede, como a latência.

Um workshop promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesta sexta-feira discutiu a promoção de transparência e melhoria da qualidade da rede na banda larga fixa.

Uma proposta do Núcleo de Coordenação e Informação do Ponto BR (NIC.Br) foi um medidor de velocidade embarcado nos modems, que poderia dar mais transparência aos usuários sobre a velocidade que eles recebem. 

A ideia vai ao encontro de reclamações de usuários que contratam uma velocidade de Internet, mas percebem a qualidade da rede diferente em diferentes ambientes de uma casa, por exemplo. 

Isso pode ser devido ao sinal de WiFi que fica prejudicado quando o dispositivo está distante do modem, quando há obstáculos entre o modem e o dispositivo, ou então devido à qualidade dos equipamentos, como cabeamento e roteador.

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Contudo, integrantes da Anatel e representantes de operadoras lembraram no workshop que apenas a velocidade não resume a qualidade da Internet. Outros indicadores, como a latência, são importantes para medir a experiência do usuário.

Nesse sentido, também foi levantada a necessidade de alfabetização digital dos consumidores, para aprender os conceitos e quais fatores podem prejudicar sua experiência.

Infraestrutura

Outro tema debatido foi a qualidade e a capacidade da infraestrutura. Para o setor, um grande desafio é a regularização do compartilhamento de postes entre as distribuidoras de energia elétrica e as operadoras de telecomunicações. 

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Atualmente, a situação nos postes é caótica pela falta de espaço; empresas clandestinas passam cabos sem autorização; e algumas distribuidoras de energia cobram preços abusivos das prestadoras de serviços de telecomunicações.Os participantes ressaltaram que a rede neutra é uma possível solução, devido ao compartilhamento da rede entre mais de uma operadora. A responsabilização do governo para organizar a infraestrutura, até mesmo com a previsão de dutos no plano diretor das cidades, pode ser outra alternativa.