TIM encerra 2021 com lucro de R$ 2,2 bilhões

A TIM apresentou receita de R$ 4,8 bilhões no quarto trimestre de 2021, registrando um aumento de 2,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Para a companhia, isso mostra a “resiliência da TIM em um cenário macroeconômico ainda desfavorável”. No acumulado do ano, os ganhos foram de R$ 18 bilhões, um crescimento de 4,6%.

O lucro líquido normalizado da operadora – ou seja, excluindo os efeitos da venda do controle da I-Systems – nos últimos três meses do ano sofreu uma queda de 26%, marcando R$ 768 milhões. Mesmo assim, o lucro normalizado atingiu R$ 2,2 bilhões no ano, um avanço de 17,6%.

Considerando a operação da I-Systems, o lucro no quarto trimestre foi de R$ 1 bilhão, permanecendo praticamente estável em relação a 2020. No ano, o lucro cresceu 60,4% e bateu R$ 2,9 bilhões.

Serviço móvel

Os ganhos com o serviço móvel de outubro a dezembro de 2021 totalizaram R$ 4,3 bilhões, registrando um aumento de 3,8% comparado com o mesmo período de 2020. Segundo a TIM, isso se explica pelo crescimento da receita média mensal por usuário (ARPU), que chegou a R$ 27,70, e reflete a estratégia da empresa de diferenciação da oferta e migração da base de clientes para planos de mais alto valor.

A receita do pré-pago caiu 3,7% no período, “refletindo a piora nos indicadores macroeconômicos e o encerramento do auxílio emergencial”. Já o segmento pós-pago teve uma alta de 3,7% nos ganhos. A companhia destaca que o motivo para isso é o foco na abordagem de valor e o aumento das vendas impulsionado pelas campanhas de final de ano, como Black Friday e Natal.

A TIM encerrou o trimestre com 52,1 milhões de acessos móveis, com um pequeno progresso de 1,2% no período. A base pré-paga foi responsável por 29,2 milhões de acessos, com uma queda de 1,4%, e, a pós-paga, por 22,9 milhões, com um avanço de 4,7%.

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Serviço fixo

O serviço fixo apresentou um aumento de 7,1% na receita do último trimestre de 2021 em comparação com o ano anterior, chegando a R$ 296 milhões. Só a TIM Live avançou 9,4% no mesmo período, e já representa mais de 63% do total dos ganhos no segmento fixo.

No ano, a receita total do serviço fixo foi de R$ 1,1 bilhão, com um crescimento de 8,8%.

Apesar da evolução da TIM Live em 2021, o segundo semestre foi marcado por uma desaceleração dos ganhos. A operadora explica que isso se deve ao maior foco na criação da I-Systems, que retardou a entrada em novos mercados; a um aumento da competição em algumas áreas de atuação; e a uma queda de performance onde a TIM ainda atua com FTTC.

Em relação aos acessos, a TIM Live apresentou uma base de 685 mil conexões nos últimos três meses do ano passado, registrando um aumento de 6,1%. “Mesmo limitando a entrada em novos mercados, a cobertura da rede FTTH continuou crescendo, priorizando a consolidação dos clusters já ativos. Dessa forma, o total de homes passed em fibra cresceu 29,0% A/A, com presença em 28 cidades e 7 regiões administrativas do DF”, segundo a empresa.

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 24, o CEO da TIM, Alberto Griselli explicou que, para 2022, o objetivo dos contratos com a I-Systems é expandir a rede da TIM Live, melhorar a qualidade de serviço e entrar em novas áreas geográficas.

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Oi Móvel

Griselli também comentou a compra da Oi Móvel em conjunto com a Claro e Vivo. A operadora será a principal beneficiada pela compra conjunta da Oi Móvel, tanto por ter mais acesso a espectro, quanto por receber mais clientes móveis. O CEO disse que a companhia deve migrar aproximadamente 40 milhões de usuários em um período de 12 meses após o fechamento da operação.

A migração será feita em duas etapas, explicou Leonardo Capdeville, CTIO da operadora. A primeira é técnica, na qual o espectro e os clientes da Oi serão migrados para a rede da TIM. Nesse caso, os usuários ainda serão cobrados pelos sistemas da Oi.

“Nós temos o ganho para o cliente da Oi que vem para rede da TIM, com uma robustez 4G e experiência muito melhor, e outro ganho para o cliente da TIM, porque trazendo espectro, a gente consegue entregar para os nossos clientes uma melhor experiência”, afirmou Capdeville. Nesse caso, a migração será feita por DDD.

Na segunda etapa, chamada de sistêmica, os dados dos usuários da Oi serão transferidos para os sistemas da TIM e eles passarão a ser tarifados por ela. O CTIO esclareceu que, nessa fase, a migração será dividida por plano e por DDD, “porque vamos fazer uma parte da base pré-pago, depois Controle e depois pós-pago.”