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		<title>O que volta do Ceitec mostra sobre o potencial do mercado de chips brasileiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[⁨Mayara Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2023 21:14:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="2560" height="1536" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/11/dplnews_brasil-chips-semiconductor_mc101123-scaled.jpeg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="dplnews brasil chips semiconductor mc101123 scaled" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/11/dplnews_brasil-chips-semiconductor_mc101123-scaled.jpeg 2560w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/11/dplnews_brasil-chips-semiconductor_mc101123-300x180.jpeg 300w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/11/dplnews_brasil-chips-semiconductor_mc101123-1024x614.jpeg 1024w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/11/dplnews_brasil-chips-semiconductor_mc101123-768x461.jpeg 768w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/11/dplnews_brasil-chips-semiconductor_mc101123-1536x922.jpeg 1536w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/11/dplnews_brasil-chips-semiconductor_mc101123-2048x1229.jpeg 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" title="O que volta do Ceitec mostra sobre o potencial do mercado de chips brasileiro 1"></div>Comitê americano se reuniu com time de peso do Brasil, incluindo o Itamaraty, com planos de explorar boas condições do país para projetar chips]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="2560" height="1536" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/11/dplnews_brasil-chips-semiconductor_mc101123-scaled.jpeg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="dplnews brasil chips semiconductor mc101123 scaled" decoding="async" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/11/dplnews_brasil-chips-semiconductor_mc101123-scaled.jpeg 2560w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/11/dplnews_brasil-chips-semiconductor_mc101123-300x180.jpeg 300w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/11/dplnews_brasil-chips-semiconductor_mc101123-1024x614.jpeg 1024w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/11/dplnews_brasil-chips-semiconductor_mc101123-768x461.jpeg 768w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/11/dplnews_brasil-chips-semiconductor_mc101123-1536x922.jpeg 1536w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/11/dplnews_brasil-chips-semiconductor_mc101123-2048x1229.jpeg 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" title="O que volta do Ceitec mostra sobre o potencial do mercado de chips brasileiro 3"></div>
<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://dplnews.com/brasil-retoma-politica-industrial-de-chips-con-regreso-del-ceitec/">Leer en español</a></strong><br><br>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reverteu o processo de liquidação do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S.A (Ceitec), que havia sido extinto em 2021, por ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro. O decreto presidencial <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11768.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">11.768</a>, foi publicado na segunda-feira, 6, no Diário Oficial da União (D.O.U). A medida já era uma das promessas do governo, com o objetivo de <a href="https://dplnews.com/governo-pretende-modernizar-o-padis-e-a-lei-da-informatica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">impulsionar a indústria de componentes eletrônicos no Brasil </a>e aumentar a competitividade do país no mercado global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Submetido ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ceitec produzia componentes eletrônicos avançados, como chips e dispositivos de identificação por radiofrequência. É sabido que estes são produtos estratégicos para a indústria nacional, uma vez que o domínio da tecnologia de chips e semicondutores é essencial para o desenvolvimento de tecnologias no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para se ter uma ideia, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores (ABISEMI),<strong> o</strong> <strong>mercado de semicondutores do Brasil vale US$1 bilhão</strong>, com amplo potencial de crescimento. Além disso, “o país contempla um sistema fiscal flexível para importações de materiais essenciais e <a href="https://dplnews.com/brasil-e-argentina-planejam-fabricar-chips-em-conjunto/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">busca fortalecer parcerias</a> acadêmico-industriais, especialmente no encapsulamento e testes e até litografia”, acrescenta Hermano do Amaral, engenheiro elétrico e presidente da Futurecom.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova estratégia do Brasil enfatiza benefícios fiscais, esforços ampliados em pesquisa e desenvolvimento (P &amp; D) e o objetivo de consolidar sua posição global na indústria de semicondutores. As ofertas únicas do Brasil, emergindo como uma fonte de energias limpas, podem atrair grandes players globais. O que eram considerados desafios de infraestrutura podem agora representar oportunidades de investimento atraentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E foi neste sentido que, ao final de outubro, desembarcou um comitê americano de peso, com proposta de parceria ambiciosa com o Brasil.</p>



<p class="has-background wp-block-paragraph" style="background-color:#fff6f9"><strong>Pode interessar: </strong><a href="https://dplnews.com/um-ano-de-lula-setor-tic-avalia-andamento-de-suas-promessas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Um ano de Lula: setor TIC avalia andamento de suas promessas</strong></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Brasil se unirá aos EUA contra a China na batalha de chips?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Formado por representantes do MIT, Universidade de Berkeley, Universidade da Califórnia, entre outras, e gigantes empresariais como a <strong>NVIDIA</strong>, o <strong>Google</strong> a <strong>Meta</strong> e <strong>Cloudflare</strong>, o comitê se reuniu na Universidade de São Paulo (USP) com a ideia de criar no Brasil um pólo tecnológico para desenvolver e projetar chips com tecnologia avançada para abastecer o mercado interno e mundial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do lado brasileiro, nomes como Hermano do Amaral, o professor Marcelo Zuffo, do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da <a href="https://www.poli.usp.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Escola Politécnica da USP</a> e até o Itamaraty, Mauro Vieira, como observador. As discussões têm ocorrido no LSITec &#8211; Laboratório de Sistemas Integrados da Politécnica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa dos EUA, contudo, levanta suspeitas de suas verdadeiras intenções, uma vez que a China reduziu a importação de chips para este país, após sanções aplicadas pelo governo de Joe Biden. Seria este um plano de transformar o Brasil no seu fornecedor e encerrar sua dependência da China neste quesito? E se for, como fica a relação do Brasil com seu principal parceiro comercial?</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" width="241" height="300" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/11/dplnews-marcelo-zuffo-chips_mf101123.png" alt="dplnews marcelo zuffo chips mf101123" class="wp-image-213695" style="aspect-ratio:0.8033333333333333;width:246px;height:auto" title="O que volta do Ceitec mostra sobre o potencial do mercado de chips brasileiro 2"><figcaption class="wp-element-caption">Professor Marcelo Zuffo. Foto: reprodução</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O professor Marcelo Zuffo garante que a discussão não vai por esse caminho. O especialista confirma que há sim interesses empresariais em jogo, mas com o objetivo de gerar tecnologia “devastando menos” e alavancar setores em ascensão como o de painéis solares e a indústria automobilística, por exemplo.&nbsp; “Recentemente as atenções internacionais estão se voltando ao Brasil e à América Latina na questão de semicondutores: temos recursos naturais abundantes inclusive os insumos estratégicos que estão sendo disputados pelos países”, explica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Brasil é um país que tem uma dinâmica de comércio exterior muito diversa e complexa. Temos relações com quase todos os países do mundo, inclusive com estes dois países que estão em disputa comercial. Graças a uma postura diplomática coerente, <strong>o Brasil mantém&nbsp; ótimas relações comerciais com ambos</strong>”, reforça dizendo que a parceria não se trata de um “toma-lá-dá-cá”. Para Zuffo, o país também ganha com essa parceria desperdiçando menos recursos financeiros em eletroeletrônicos, como é tratado a seguir.</p>



<p class="has-background wp-block-paragraph" style="background-color:#fff6f9"><strong>Leia também: </strong><a href="https://dplnews.com/operacao-da-anatel-contra-tv-box-pirata-tem-eficacia-questionada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Operação da Anatel contra TV Box pirata tem eficácia questionada</strong></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Desafios e oportunidades</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como nem tudo são flores, apesar de possuir talentos e muita demanda para o mercado de chips, o déficit brasileiro é muito grande, frisa o professor Marcelo Zuffo. “<strong>Temos um déficit em eletroeletrônicos que beira US$40 bilhões</strong>. O que gastamos por ano em eletroeletrônicos dá para financiar entre cinco a 10 fábricas de chips muito complexas”, revela. Para o professor este é o verdadeiro problema do Brasil que coloca em risco sua segurança econômica, competitividade e inovação. E questiona: “Conseguiremos fazer agronegócio, transformação digital , inteligência artificial e indústria 4.0 sem chips?”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele também revelou que o Governo Federal, segundo conversas que teve com o deputado Vitor Hugo (PL-GO), se comprometeu a publicar uma nova política de semicondutores até o final deste 2023, o que pode impulsionar ainda mais a indústria nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Enxergo grandes possibilidades de crescimento para semicondutores, embora não para os de última geração (ou seja, acima de 10nm), que são mais do que suficientes para 99% de aplicações IoT e veiculares, além do potencial de <em>near-shore</em> do país em linha com o “CHIPS and Science Act” dos EUA, de forma segura e competitiva”, afirma Hermano do Amaral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário, o Brasil parece estar pronto para um crescimento significativo, com combinação de planejamento estratégico, alianças e visão com oportunidades para si e para empresas globais. Segundo Robert Quinn, fundador da Quinns Media (agência de marketing em mídias sociais e branding para a indústria de semicondutores), “é hora de reconhecer a importância da indústria de semicondutores do Brasil, talvez até mesmo sediando eventos como o SEMICON na região”.</p>
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