A empresa de telecomunicações Sercomtel foi selecionada para operar um projeto piloto que ativa o 5G na área rural da cidade de Londrina, no Paraná. A iniciativa vai acontecer na sede da Embrapa Soja, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Segundo informações da prefeitura de Londrina, a instalação da antena 5G começará no dia 12 de agosto. O equipamento deve abranger uma área entre 5 e 10 km de raio.
A previsão é que o projeto fique ativo por 60 dias. Durante o período, desenvolvedores e startups poderão testar equipamentos com o 5G, e o sinal também ficará disponível para os usuários que tenham smartphone compatível.
Márcio Tiago Arruda, presidente da Sercomtel, disse que a companhia está preparada para a atividade devido à expertise, tecnologia e equipe qualificada. A empresa foi privatizada no ano passado, comprada pelo Fundo Bordeaux.
“Com certeza Londrina terá uma experiência diferenciada. É uma conquista muito grande para toda a cidade e com certeza vai fazer a diferença para o setor do agronegócio”, afirmou o secretário municipal de Governo, Alex Canziani.
A prefeitura afirma que Londrina foi escolhida para o projeto devido ao Pólo Tecnológico do Agro, criado pelo Mapa em 2019. O objetivo do local é aprimorar o ambiente de inovação tecnológica, criando mais condições para empresas, startups e universidades criarem soluções para a agropecuária.
Recentemente, a Claro anunciou a instalação do 5G standalone na Fazenda Pamplona, na cidade goiana de Cristalina, para desenvolver novos casos de uso. No ano passado, a operadora inaugurou um piloto para a agroindústria na cidade de Rio Verde, em Goiás.
Atualmente, apenas 23% da agrícola do Brasil é coberta com algum tipo de conexão. Um estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz mostra que se a cobertura chegar de 80% a 90%, o impacto no agronegócio passaria de R$ 100 bilhões em quatro anos.