Conectividade no campo pode gerar impacto de R$ 100 bilhões em quatro anos

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O estudo “Cenários e Perspectivas da Conectividade para o Agro”, desenvolvido pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), revelou que a ampliação da conectividade no território produtivo brasileiro pode elevar em mais de R$ 100 bilhões o faturamento anual do agronegócio.

A pesquisa, encomendada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foi entregue ao ministro das Comunicações, Fábio Faria, nesta quarta-feira, 19, durante um evento virtual.

Segundo o material, o Brasil possui apenas 23% da área agrícola coberta com algum tipo de conexão e, para dobrar esse alcance em dois anos, seria necessário adicionar cerca de 4.400 antenas ou torres. Isso aumentaria o valor bruto da produção (VBP) em 4,5%, o que corresponde a mais de R$ 47 bilhões.

Outro cenário seria instalar mais 15.182 antenas para alcançar de 80% a 90% do território agrícola em quatro anos. O impacto disso seria de 9,6% ao VBP do agronegócio, chegando a quase R$ 102 bilhões.

Faria comentou que, com a chegada do 5G, “nós vamos mostrar ao mundo o poder do nosso agro. Uma lavoura que tem 5G em pouco tempo vai dobrar de tamanho”. E acrescentou que sua equipe está à disposição para todas as iniciativas em relação à melhoria da conectividade no agro.

Para Vitor Menezes, secretário executivo do ministério das Comunicações, o edital do 5G pode ajudar a conectar o campo, pois “já que temos uma série de obrigações, entre elas, colocar o 5G no modelo standalone, o 5G de verdade, que permitirá a transformação dos nossos modelos de produção.”

Outro compromisso previsto no edital é levar 4G em localidades com mais de 600 habitantes, o que “certamente contempla o agro”. Além da obrigação de conectar as rodovias federais, por onde os produtos agrícolas são escoados.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, concluiu afirmando que o “produtor rural demanda tecnologia e está apto para continuar recebendo mais inovação. […] Estamos investindo todos os esforços para ter mais conectividade no agro”.

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