Lucro da TIM cresce 51,2% no 1T22

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A TIM registrou receita de R$ 4,7 bilhões no primeiro trimestre de 2022, um crescimento de 8,9% em comparação com o mesmo período do ano passado, com destaque para o segmento pós-pago do serviço móvel, que cresceu 4,5% em sua base de clientes.

Outras partes relevantes foram a plataforma de clientes – inclui receitas de novas iniciativas como serviços financeiros e publicidade móvel –, que teve um aumento de 107,7%, e a receita de aparelhos que voltou a crescer após alguns trimestres de queda.

O lucro líquido da empresa foi de R$ 419 milhões, com um aumento de 51,2% na comparação anual.

“Eles [os resultados] refletem a consistência do trabalho realizado ao longo dos últimos anos e, ao mesmo tempo, já trazem as marcas do novo momento que iniciamos na empresa. Temos muitas oportunidades pela frente com a aquisição dos ativos móveis da Oi e o 5G”, comentou Alberto Griselli, CEO da TIM Brasil.

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Serviço móvel

A receita do serviço móvel foi de R$ 4,2 bilhões nos três primeiros meses do ano, marcando um crescimento de 8,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi alavancado pelo aumento de 7,6% do ARPU Móvel (receita média mensal por usuário) e atingiu R$ 27,4.

A modalidade pré-paga teve uma recuperação de 3,2% na receita e, segundo a operadora, isso se deve a uma estratégia eficiente do portfólio de ofertas, à reestruturação da tarifação e à retomada dos auxílios governamentais. Já o pós-pago apresentou uma alta de 8,2% na receita, devido à estratégia de focar na melhor experiência do cliente e na abordagem de valor.

A receita de Interconexão teve uma queda de 17,4%, com a redução do tráfego entrante, e a receita de plataforma de clientes foi de R$ 35 milhões, sendo que 24 milhões foram gerados por serviços financeiros e R$ 11 milhões por publicidade móvel.

Serviço fixo

Os ganhos com serviço fixo chegaram a R$ 297 milhões neste trimestre, registrando um aumento de 5,7% quando comparado aos primeiros três meses do ano passado. A TIM Live teve um avanço de 10,2% no período, representando mais de 64% da receita total.

Para a companhia, o principal motivo desse crescimento é a expansão de 31,4% dos clientes de FTTH (Fiber To The Home) e o lançamento da TIM Live em Joinville, em Santa Catarina. Foi o primeiro lançamento depois da conclusão da venda do controle da I-Systems para a IHS.

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Planos futuros

Em conferência na manhã desta quarta-feira, 4, a TIM apresentou seu plano para os próximos cinco anos. A companhia promete crescimento acima do mercado, “esse trimestre já mostra aceleração”, afirmou Griselli. A empresa espera crescer 50% até 2027, enquanto o setor brasileiro de telecomunicações deve avançar 20% no período. 

As principais alavancas da TIM são a absorção dos ativos da Oi Móvel e o início das operações da tecnologia 5G. Leonardo Capdeville, CTIO da operadora, explicou que com a aquisição de espectro da Oi, a TIM conseguiu acabar com o gap histórico em relação às suas concorrentes. 

“Se olharmos o que estamos recebendo da Oi e o que a gente adquiriu no leilão do 5G, passamos a ser a operadora mais bem posicionada no conceito de espectro megahertz por clientes”, disse, acrescentando que a TIM passou a ser a operadora com melhor posição para crescimento e entrega de qualidade.

Das torres recebidas da Oi, 60% será desfeita e vai ajudar em termos de eficiência. “Vamos trazer os clientes para a nossa rede, com o espectro da Oi, e gerar uma rede mais eficiente em termos de custo.” O restante das torres vai ajudar a consolidar cobertura nos lugares onde a TIM já tinha cobertura e adicionar 264 cidades ao portfólio onde ela não estava presente.

Com o 5G, a operadora tem a expectativa de melhorar a experiência do cliente no uso da rede móvel por meio da menor latência e maior velocidade; de gerar novas oportunidades de receitas e serviços, principalmente relacionadas ao B2B e smart cities; e de ser mais eficiente.

“Como o espectro e a tecnologia do 5G traz muita capacidade, a gente consegue reduzir significativamente o custo por gigabit prestado para o nosso cliente. Ou seja, é muito mais barato crescer o tráfego e suportar a demanda de crescimento no 5G do que no 4G”, completou.