FWA ainda tem espaço e pode ampliar competição no Brasil, diz Luiz Tonisi da Qualcomm

São Paulo. Apesar do avanço da fibra óptica, o acesso fixo sem fio (FWA) ainda representa uma oportunidade para ampliar a conectividade no Brasil. A avaliação é de Luiz Tonisi, presidente da Qualcomm para a América Latina, que defendeu o papel complementar da tecnologia durante coletiva de imprensa no Qualcomm Innovation Summit desta terça-feira (5).

Para Tonisi, o modelo pode ganhar tração justamente onde a dinâmica de mercado limita a competição, como localidades atendidas por um único provedor ou com menor diversidade de oferta. 

O executivo reforçou ainda que o FWA se mostra uma alternativa viável em termos de custo e cobertura, especialmente diante da demanda real dos usuários, que nem sempre exige altas velocidades. 

Leia também: Qualcomm entra no mercado de data centers e cobra criação de tecnologia no Brasil

Para sustentar sua tese, Tonisi citou o crescimento de soluções baseadas em conectividade sem fio em outros mercados e no próprio Brasil, mesmo em cenários onde já há infraestrutura instalada.

“A Starlink tem 1 milhão de clientes [no País] com ofertas de 400 mbps. Mercado tem, alguém foi lá e fez”, disparou. – Ainda que a conectividade satelital e móvel dependam de infraestrutura, custos e lógicas de cobertura diferentes.

Entretanto, Tonisi ponderou que a resistência das operadoras está ligada ao alto volume de investimentos já realizados em fibra, com prazos longos de retorno, o que reduz o incentivo para apostar em tecnologias concorrentes no curto prazo.

“Acho que o FWA é o futuro da banda larga. Uma coisa não substitui a outra, mas tem mercado para os dois”, concluiu.