Embrapii investe R$ 9 milhões em aplicações 5G para indústria

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) anunciou o projeto Conectividade 5G e EDGE Computing para Transformação Digital na Indústria 4.0 (EDGE5G), que será realizado em parceria com três empresas de telecomunicações, duas startups e três centros de pesquisa para aplicar o 5G em larga escala no chão de fábrica.

Por meio da aliança, os parceiros vão desenvolver software, hardware e componentes de conectividade para construir uma plataforma em que serão validadas as aplicações de Indústria 4.0.

O EDGE5G traz a rede Open RAN como outro fator inovador. “Quando esse projeto se propõe a construir um testbed utilizando plataformas abertas e interoperáveis, estamos dando o primeiro salto para entender o nível de maturidade dessas tecnologias”, afirma Rodrigo Uchoa, diretor para Digitalização e Inovação da Cisco Brasil.

A Cisco é uma das empresas que compõem a aliança, junto com Prysmian, MPT Condutores, as startups Taggen e Data Machina, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), o Polo de Inovação do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel).

O contrato foi firmado no dia 18 de janeiro e prevê a continuidade dos trabalhos até 2026. O projeto será desenvolvido no modelo Basic Funding Alliance (BFA) – ferramenta de investimento da Embrapii – e receberá R$ 9 milhões da Embrapii e R$ 900 mil dos parceiros

Aplicações

A pesquisa vai criar aplicações suportadas pelo 5G, que serão testadas em uma rede privativa real. Também há a previsão de desenvolver ferramentas de Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA), Computação de Borda, Realidade Aumentada e segurança de dados.

Um exemplo é o rastreamento em tempo real de um produto ou robô logístico com alta precisão – em questão de centímetros, segundo a Embrapii. A empresa também ressaltou a criação de alertas ou políticas de bloqueio de terminais IoT para evitar o comprometimento de uma planta industrial que esteja sob o risco de ataques cibernéticos.

Vantagens

O projeto pretende potencializar a conectividade industrial com aplicação em tempo real, sensoriamento e coleta de dados. Com os resultados, a expectativa é que essas tecnologias sejam aplicadas na prática em indústrias de produção intensiva, como de aviação e agropecuária.

Outro benefício é que a criação da plataforma e das aplicações vai aumentar o conhecimento sobre as tecnologias da Indústria 4.0, melhorando a eficiência e segurança de processos industriais.

A Embrapii também defende que a experiência vai melhorar a colaboração humana com equipamentos físicos da indústria, por meio da aplicação de realidade aumentada, “potencializando o surgimento de aplicações imersivas e de IoT na indústria”, diz a nota da empresa.

Financiamento

O projeto será financiado na modalidade BFA, que prevê recursos não-reembolsáveis para cofinanciamento de até 90% de projetos desenvolvidos por pelo menos duas Unidades Embrapii, duas empresas e uma startup.

O objetivo deste modelo é contribuir para o desenvolvimento de tecnologias disruptivas, intensivas e de maior risco, estimulando a participação de instituições de pesquisa e empresas brasileiras na produção de tecnologias avançadas.