ABES remove quase 60 mil conteúdos ilegais da Internet até junho

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A Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES) removeu 59.779 anúncios, links e sites da web com conteúdo ilegal no primeiro semestre deste ano. O material dava acesso a arquivos que violam o Direito Autoral e a Propriedade Intelectual dos associados da entidade.

Até junho, a ABES contabilizou 58.154 links removidos, 1.563 anúncios retirados do ar e 62 sites que ofereciam downloads ilegais de software derrubados. Segundo a associação, os números de 2021 apontam para um aumento de 189% no número de links removidos, em relação ao mesmo período do ano passado.

“Nos últimos anos constatamos que os sites de leilão têm investido bastante em ações e parcerias eficientes contra a pirataria, por isso, decidimos focar mais na remoção de links hospedados na Internet, que possuem grande impacto na pirataria como um todo”, comenta Carolina Marzano, Compliance Officer e assessora de comitês da ABES.

A entidade faz um monitoramento contínuo da Internet e, quando percebe algo ilegal, notifica os portais de e-commerce e os provedores de acesso. Além de proteger o conteúdo, a ação protege os consumidores, que podem estar expostos a vírus, malwares e sequestro de dados ao acessarem conteúdos ilegais.

O acompanhamento é feito por meio do PPPI – Programa de Proteção à Propriedade Intelectual, fundado junto com o Mercado Livre há 18 anos.

Empresas de software no Brasil

O estudo Mercado Brasileiro de Software – Panorama e Tendências 2021, realizado pela ABES com dados do IDC, mostra que, em 2020, a indústria de tecnologia cresceu 22,9% e investiu cerca de R$ 200,3 bilhões, considerando os mercados de software, serviços, hardware e as exportações do segmento. Isso revela que o setor está ganhando cada vez mais relevância no país.

O Brasil passou a representar 2,1% do mercado mundial de TI e 44% do mercado da América Latina. Para a entidade, o crescimento do setor de software pode ser atribuído à forma como as empresas foram obrigadas a mudar sua estrutura de trabalho, devido à pandemia de Covid-19”.