miércoles, noviembre 30, 2022
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A Nuvem democratiza o acesso a tecnologias de ponta: Joaquín Saldaña, de Huawei

Segundo Saldaña, a Nuvem permite que empresas de grande e pequeno porte compitam em nichos de mercado por terem acesso mais fácil a tecnologias de ponta. “As empresas vão concorrer por seus negócios, não pela infraestrutura por trás”.

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A computação em Nuvem permite que empresas grandes e pequenas tenham acesso a serviços de Inteligência Artificial (IA) e de análise de dados, por exemplo, de maneira mais simples, afirmou Joaquín Saldaña, diretor de Estratégia e Marketing da Huawei para a América Latina, à DPL News.

Dessa forma, a Nuvem democratiza o acesso à tecnologia de ponta, permitindo que organizações de portes diferentes compitam em aplicações específicas. “Isso será um benefício para o mercado e para os usuários de todas as empresas”, disse.

A Huawei Cloud está auxiliando essa transformação digital de seus clientes há três anos na América Latina e no Caribe. A companhia já ocupa a quarta posição entre os provedores de nuvem da região. Saldaña acredita que isso se deve ao fato de a Huawei ser uma empresa focada no cliente, com presença e suporte local.

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Mirella Cordeiro: Por que a Nuvem é tão importante para a transformação digital?

Joaquín Saldaña: Primeiro, acredito que a Nuvem está possibilitando que todos acessem recursos de computação, deixando de ser algo apenas para grandes empresas. Qualquer empresa pode acessar serviços em Nuvem com a melhor tecnologia e pagando estritamente pelo uso, sem fazer investimentos em capex, e com acesso não apenas ao recurso computacional, mas a muitos serviços que estão dentro de uma mesma Nuvem.

Temos Data Warehouse as a service, Inteligência Artificial com o ModelArts as a service, então ter desenvolvimento de aplicações fica mais fácil e as empresas podem incorporar a Nuvem em sua operação atual e usá-la como ferramenta para sua transformação digital.

Para as pequenas empresas, abre-se o universo para poder competir com as grandes em nichos de mercado e em aplicações específicas. Acho que essa é a grande importância de democratizar o acesso a grandes recursos computacionais de forma fácil.

MC: A democratização acontece porque o pagamento é pelo uso?

JS: Sim, porque a empresa paga estritamente pelo uso, evita investimentos iniciais em capex e tem acesso a tecnologia de ponta. As atualizações são realizadas pelo provedor de Nuvem – no caso, a Huawei Cloud – e a empresa não tem que se preocupar com isso. Além de o provedor de nuvem ser quem faz o investimento em data centers, é ele que faz o investimento em questões de segurança, então fica mais simples para a empresa.

MC: O que diferencia a Nuvem da Huawei de seus concorrentes?

JS: Primeiro, nossa presença local. Temos uma presença local em muitos países que nos permite receber os dados no mesmo país. Segundo, podemos chegar a configurações em que a empresa paga em moeda local. Terceiro, o suporte. Temos suporte de primeiro nível nos países, suporte de segundo e terceiro nível na região, em espanhol – em português no Brasil – e no mesmo fuso horário.

Ao contrário de alguns outros provedores que têm seu suporte provavelmente na Ásia ou nos Estados Unidos e tem problemas de comunicação e diferenças de fuso horário, nós temos um centro de suporte de até terceiro nível no México para toda a América Latina e centro de suporte de primeiro nível em cada um dos países, além de recursos (como data centers e zonas de disponibilidade) em cada um dos países.

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MC: Como construir a confiança na Nuvem?

JS: Se olhamos para as pessoas comuns, todas elas são usuárias de Nuvem e não sabem. Redes sociais, serviços de armazenamento de fotos e Instagram são Nuvem e as pessoas compartilham sua vida e suas senhas sem nenhum problema, muitas vezes sem segurança.

E em alguns casos há resistência à Nuvem em uma empresa com estrutura, com segurança, com protocolos, com funcionamento 7×24 (diário), com SLAs (Acordos de Nível de Serviço). Mas há cada vez menos resistência e a migração para a Nuvem está acontecendo em ritmo acelerado.

É interessante como não há resistência a nível pessoal e parece que há resistência em algumas empresas, mas é cada vez menor.

MC: E como a Huawei supera esta resistência?

JS: Algo que nos caracteriza como empresa é que somos muito focados no cliente. Uma das características que permitiu à Huawei crescer à medida que cresceu e ser o provedor que é para muitas empresas em 30 anos, é que somos uma empresa focada no cliente. E isso se traduz em confiança.

Ainda temos um longo caminho a percorrer para que mais clientes nos conheçam, é claro, porque somos bem conhecidos no mundo das comunicações, mas os clientes que já experimentaram nossa tecnologia, nosso serviço de Nuvem, estão começando a perceber isso, o que se traduz em confiança e nos permite crescer.

MC: A tendência é everything as a service?

JS: A tendência é everything as a service pela facilidade. Originalmente, quando falávamos de serviços em nuvem, se dizia “é um servidor, você pode colocar suas aplicações e então haverá armazenamento e o centro de computação resolverá”. Isso foi evoluindo e agora não se procura mais o serviço de computação, e sim o serviço de aplicações que começam a gerar valor para a transformação.

Não preciso mais investir em um Data Warehouse, já existe uma solução como serviço. Não preciso mais começar do zero para fazer modelos de Inteligência Artificial, já tenho isso como serviço, então posso entrar na Nuvem, usar o ModelArts como serviço e lá tem algoritmos que resolvem meu problema. Isso é muito mais fácil do que começar do zero, muito mais barato e muito mais rápido.

Essa será uma tendência crescente e permitirá que as empresas concorram por seus negócios, não pela infraestrutura por trás. A infraestrutura terá um provedor como Huawei Cloud, então agora elas vão encontrar o seu diferencial e acho que isso vai ser um benefício para o mercado e para os usuários de todas as empresas.

MC: O senhor quer acrescentar alguma coisa?

JS: Quero encerrar comentando sobre a evolução da Huawei Cloud. Estamos agora no terceiro ano, somos o quarto provedor da região e estamos crescendo rapidamente, incorporando cada vez mais serviços, o que nos permitirá prestar melhores serviços.

Mirella Cordeiro
Mirella Cordeiro
Editora, periodista de temas digitales, telecomunicaciones y tecnología y corresponsal de DPL News en Brasil y lengua portuguesa. Editor, jornalista digital, de telecomunicações e tecnologia e correspondente do DPL News no Brasil e em português.

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