Huawei aposta em ecossistema de 6 GHz para preparar chegada do 6G

O ecossistema de equipamentos para uso da faixa de 6 GHz nas telecomunicações deve ganhar força a partir de 2026, com novos dispositivos e infraestrutura já em desenvolvimento. A avaliação é de Atilio Rulli, vice-presidente de Relações Públicas para América Latina e Caribe da Huawei.

Segundo o executivo, a empresa já prepara uma série de soluções para essa frequência. “Estamos lançando algumas antenas de 6 GHz com uso comercial para 2026. Temos dois modelos outdoor, um maior e outro menor, além de um modelo indoor”, afirmou. Ele acrescenta que também estão previstos equipamentos de acesso e conectividade, como CPEs e Wi-Fi 7 operando nessa faixa.

O desenvolvimento não deve se limitar à infraestrutura de rede. Rulli afirmou que o ecossistema também contará com dispositivos móveis compatíveis. “Teremos lançamentos mundiais de três fabricantes de celulares com aparelhos com 6 GHz ainda em 2026”, sem citar quais, contudo, já é sabido que são marcas chinesas.

“A frequência de 6 GHz pavimenta o 5G Advanced e pavimenta a vinda do 6G”

Para o executivo, a consolidação desse ecossistema permitirá que as operadoras avancem rapidamente na adoção da tecnologia assim que houver autorização regulatória. “O ecossistema vai estar robusto, desde a parte da infraestrutura de banda móvel até os dispositivos móveis, passando pelo CPE e Wi-Fi”, afirmou.

Apesar do movimento prévio do mercado, o uso comercial dos novos dispositivos depende do licenciamento da faixa. Como disse à DPL News Carlos Baigorri, presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o licenciamento já é um fato, o leilão vai acontecer. Só falta a definição de critérios para o certame.

Neste sentido, Rulli também relaciona a expansão da faixa de 6 GHz à evolução das redes móveis. “A frequência de 6 GHz pavimenta o 5G Advanced e pavimenta a vinda do 6G”, disse. De acordo com ele, a próxima geração de redes móveis é esperada para 2030 e exigirá novas porções de espectro para suportar a demanda por conectividade.