A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) anunciou nesta semana as empresas que vão operar a Infovia 01 do Programa Norte Conectado. Foram selecionadas 12 organizações: Vivo, TIM, Claro, Aquamar, ClickIP/ICOM Telecom, SEA Telecom, BR Fibra, Mobwire/DB3, Ozônio Telecom, PPLINK, VOCE Telecom e V.tal.
A Infovia 01 tem 1.100 km de extensão e liga as cidades de Santarém, no Pará, a Manaus, no Amazonas, passando pelos municípios de Óbidos, Juriti, Oriximiná e Terra Santa (PA), Parintins, Urucurituba, Itacoatiara e Autazes (AM).
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“As empresas têm até três meses para formar o Consórcio Aberto e assinar os Termos de Cessão para iniciar a operação. A Infovia 01 está sendo implantada e deve ser entregue até o final de janeiro”, disse Marcus Arrais, diretor de Projetos de Infraestruturas do Ministério das Comunicações. A expectativa é que a infraestrutura esteja pronta para operação até março.
As operadoras terão o direito de explorar comercialmente a infovia por 15 anos, com prazo renovável.
Outras duas companhias, Easytech e Manaós, também foram qualificadas e poderão fazer parte do Consórcio caso algumas das selecionadas desistam do projeto.
Consórcio aberto
Segundo o Ministério das Comunicações, cada empresa do Operador Neutro receberá um par de fibra óptica que pode ser usado para venda de pacotes a usuários finais ou compartilhando a infraestrutura com outras operadoras, por exemplo. Em contrapartida, as empresas deverão operar e manter a infraestrutura.
Os pares de fibra óptica suportam até 40 canais ópticos com capacidade de, pelo menos, 100 Gbps.
Uma das vantagens desse modelo de rede é que leva Internet de alta capacidade e velocidade a regiões onde não chegam outras infraestruturas. Além disso, o setor público não terá custos para a manutenção da rede, que será mantida pelo Operador Neutro, e a Infovia 01 está sendo implementada com recursos do saldo remanescente do leilão da faixa de 700 MHz.
“Isso mostra como uma política pública conseguiu dar uma solução sustentável. Um projeto com capacidade enorme vai atender uma demanda crescente, com baixo impacto ambiental e com grande resultado social”, afirmou Nelson Simões, diretor-geral da RNP.
Para Nathalia Lobo, secretária de Telecomunicações, muitas empresas vão atuar e levar o serviço final para o consumidor final, “o que enseja mais competição e preços melhores”. As organizações deverão instalar as próprias redes nas cidades.