Um grupo de 32 bovinos na região Centro-Oeste do Brasil será monitorado por meio de sensores de Internet das Coisas (IoT), colares inteligentes e balança de passagem, em uma parceria entre Huawei, Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), segundo o anúncio desta semana.
O piloto, que vai até abril de 2022 e tem orçamento de R$ 1,2 milhão, visa o aumento da produtividade da pecuária e o bem-estar animal por meio da análise de dados em sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).
“O conjunto de dados de sensores, aliado à rede de Internet das Coisas e Inteligência Artificial, vai ajudar a antecipar o ganho de produtividade dos animais e aferir se o sistema de produção está alinhado às boas práticas”, afirmou Camilo Carromeu, analista de TI da Embrapa.
“As informações são importantes também para a adoção de protocolos e a certificação dos produtores, com a obtenção do selo carne carbono neutro ou carne de baixo carbono, por exemplo”, acrescentou.
Serão coletados dados fisiológicos, como frequência cardíaca e respiratória, de comportamento, ganho de peso e microclima, de forma automática. Para isso, a Huawei participa da iniciativa fornecendo os equipamentos para a rede móvel 4G NB-IoT e sua nuvem, que suportará o desenvolvimento de algoritmos com Inteligência Artificial (IA) embarcada.
Já a Embrapa Informática Agropecuária, de São Paulo, desenvolverá os algoritmos de IA para apoiar a tomada de decisão dos produtores, utilizando os dados coletados pelos sensores e pela rede IoT. Além disso, o projeto será conduzido no campo experimental da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande, no estado do Mato Grosso do Sul.
O CPQD fornecerá componentes para a arquitetura de serviço, incluindo duas plataformas abertas que permitirão o armazenamento, a visualização e as análises dos dados em nuvem. Uma das tecnologias é a dojot, desenvolvida com o objetivo de acelerar a criação de aplicações de IoT no Brasil, e a outra, a PlatIAgro, que facilita a construção de aplicações baseadas em IA no contexto do agronegócio brasileiro.
Huawei no agronegócio brasileiro
Esse é mais um dos pilotos no agronegócio apoiado pela Huawei. No mês passado, a companhia chinesa anunciou participação no “maior projeto de inovação aberta do Brasil no agronegócio”. Com investimento inicial de R$ 6 milhões, a iniciativa vai instalar uma antena 5G na área do Show Rural Coopavel, no Paraná, para testes novos produtos de empresas âncoras, startups e academia.
No começo do ano, a Huawei implementou a rede 5G em uma fazenda de Rio Verde, em Goiás, onde houve redução do uso de agrotóxicos, de água e maior eficiência na aplicação de adubo.
Na semana passada, a empresa informou que prevê colocar em prática oito projetos piloto nas áreas de agricultura, mineração, aeroportos, entre outros.