26 operadoras já trabalham com o Open Gateway da GSMA

Apenas três meses depois de ser apresentado no Mobile World Congress de Barcelona (MWC), 26 operadoras já estão trabalhando na iniciativa Open Gateway da GSMA.

Foi o que o diretor Regional de Estratégia e Tecnologia da GSMA para a América Latina, Alejandro Adamowicz, revelou durante a abertura do painel “A porta para um ecossistema aberto”, no Mobile 360 na Cidade do México

Adamowicz acrescentou que essas 26 operadoras, das cerca de 750 que fazem parte da GSMA, representam 55% das conexões em todo o mundo. E, em sua primeira apresentação na América Latina, após o MWC 2023, mencionou que as operadoras da região que aderiram à iniciativa são: América Móvil, Telefónica, TIM e Telecom, sendo assim, a iniciativa foi implementada no México, Brasil e Argentina até o momento.

O executivo explicou que o objetivo do Open Gateway é conectar a oferta e a demanda por meio dos hyperscallers e padronização. E detalhou que, embora as interfaces de programação de aplicativos (APIs) não sejam novas, o que é novo é a possibilidade de padronizá-las para que sejam interoperáveis entre as operadoras.

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O painel “A porta para um ecossistema aberto”, no Mobile 360 ​​​​na Cidade do México. Foto: Raúl Parra.

“Na Telefónica, estamos abraçando totalmente este projeto”, declarou Miguel Calderón, diretor de Estratégia Regulatória da Telefônica Hispam, que detalhou que eles promoveram uma quarta plataforma, chamada de network as a service, por isso a iniciativa de padronizar e globalizar as interfaces parece muito adequada para eles.

Calderón acrescentou que a Telefónica em breve trabalhará em oito APIs, das quais já desenvolve quatro iniciativas globalmente: quality, device status, verify location e number verification. Como parte da Hispam, elas já estão disponíveis em oito países da região: da Argentina ao México. E, por fim, ele disse que a Telefônica busca que as APIs tenham quatro características: que sejam padronizadas, automatizadas, sob demanda e exijam apenas uma linha de código.

O diretor de SVA da Claro Colômbia, José Luis Gómez, concordou com Adamowicz que isso não é novo, mas a novidade é o ecossistema que permite democratizar a oferta e evoluir as soluções. Nesse contexto, ele afirmou que já oferecem SIM swap para bancos na Colômbia e verificação de informações com uma abordagem bancária, o que promove a inclusão financeira e abre um ecossistema para os desenvolvedores.

Luisa Ramos, vice-presidente de Redes e Pré-venda da Ericsson na América Latina, afirmou que o Open Gateway é um acelerador de monetização, e comentou que, por ter estado na indústria de telecomunicações, pode constatar a importância da padronização. Ela ressaltou que o 5G é uma tecnologia que traz inovação e eficiência.

Ela acrescentou que expor a rede a APIs é um dos caminhos para gerar valor. Em seguida, ela detalhou que não se trata apenas de APIs, mas também de network slicing, que permitirá criar produtos com propósito.

Por fim, Luis Sánchez, vice-presidente e Executivo de Negócios de Clientes da Amdocs, comentou que Cloud e Edge computing são tecnologias que desafiam as três camadas que compõem o mundo das telecomunicações: 1) o usuário final, 2) a monetização e 3) a rede. Por isso, eles criarão novos modelos de monetização e formas de cobrança mais inteligentes. Ele detalhou que a Amdocs está ativamente envolvida nas três áreas e concluiu que é necessário trabalhar em conjunto para desenvolver os padrões.