Solução da Huawei para estradas permite conexão em até 120km/h

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Qual tecnologia disponível atualmente é a mais apropriada para conectar as estradas: o LTE ou o Wi-Fi? Foi essa pergunta que João Felipe Palma, gerente de Contas para o Setor de Transporte da Huawei, respondeu durante sua participação no Fórum ITL de Inovação do Transporte, na semana passada.

Para a Huawei, a melhor alternativa é o Wi-Fi. Isso porque, em caso de problema com o veículo, o usuário pode usar o Wi-Fi para pedir socorro e a concessionária já saberá onde a pessoa está localizada.

No caso do LTE, “se uma rodovia contrata um pacote para cobrir 100% da rodovia, para pedir socorro tem que ligar para o Centro de Controle de Operações pelo 0800. Normalmente, a pessoa tem que saber o número.” Além disso, é necessário informar a localização durante a chamada.

Outra vantagem é que a infraestrutura utilizada para instalar o Wi-Fi é a mesma utilizada para colocar as câmeras de vigilância, que farão parte das estradas inteligentes no futuro. “Boa parte do backbone óptico é reutilizada quando se coloca a parte de vigilância inteligente”, explicou Palma.

Para as concessionárias, também é possível vender Internet aos usuários ou monetizar o Wi-Fi por meio de parcerias com seguradoras de carros, por exemplo.

Hi-Waas

Um exemplo de tecnologia Wi-Fi exclusiva para rodovias é o Hi-Waas, da Huawei, que permite a conexão em movimento em uma velocidade de até 120 km/h.

A solução já cobre 1800 km de estradas no Brasil, sendo que a primeira a receber a conectividade foi a Rodovia dos Tamoios, de 80 km, ligando São José dos Campos, em São Paulo, ao litoral norte do estado, em 2018.

O local mais recente a instalar o Hi-Waas é o Eixo SP, com 1200 km de extensão. “A Huawei, como fornecedora de tecnologias, tem o objetivo de ajudar o Brasil na transformação digital das rodovias brasileiras.”

E o 5G?

Palma esclarece que o 5G também servirá para conectar as rodovias, assim como o 6G, mas essas gerações da rede móvel ainda estão distantes da realidade brasileira. Um dos compromissos do leilão do 5G, por exemplo, é conectar as estradas federais com 4G. Ou seja, as redes mais robustas de telefonia móvel vão demorar para chegar às estradas brasileiras.