Setor de telecom também sofre com alta dos combustíveis

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O setor de telecomunicações está sofrendo com o aumento dos combustíveis. Segundo a Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática (Feninfra), a inflação no preço da gasolina e do diesel está causando aumento dos custos e prejuízos. As informações são do portal Tele.síntese.

Vivien Mello Suruagy, presidente da Feninfra, informou que o reajuste está afetando empresas e profissionais que dependem de seus veículos para atender clientes. Ela diz que esses custos não podem ser repassados para os usuários e que, por isso, se transformam em prejuízo.

Até fevereiro, a gasolina acumulava inflação de 32,6% e o etanol de 36,2% nos últimos 12 meses. Em março, com a guerra da Ucrânia, a Petrobras reajustou os preços dos combustíveis mais uma vez.

O preço médio de venda da gasolina passou de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, alta de 18,8%, e o valor do diesel foi de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, aumento de 24,9%.

Projeto de Lei n° 1.472, de 2021

Atualmente tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 1.472/2021 que cria a Conta de Estabilização de Preços dos Combustíveis (CEP-Combustíveis). O PL tem o objetivo de amenizar as altas dos preços e também cria um auxílio de até R$ 300 reais para motoristas autônomos de baixa renda.

A CEP é um sistema para evitar grande variação dos preços ao longo do tempo e seria abastecida com receitas do setor de petróleo e gás. Com isso, o Executivo definiria os limites mínimo e máximo dos preços e, se o mercado estiver abaixo do limite inferior, os recursos são acumulados na CEP. Quando estiverem acima do limite superior, a conta subsidia o preço real.

O texto foi aprovado no Senado, mas ainda não tem previsão para ser votado na Câmara.

Para a presidente da Feninfra, a CEP pode ser positiva para atenuar o aumento dos custos, desde que a contenção chegue às bombas.