A cidade do Rio de Janeiro lançou nesta segunda-feira, 28, um aplicativo de entrega de comida, o Valeu. Segundo a prefeitura, é o primeiro no Brasil desenvolvido pelo setor público e terá custo zero para os restaurantes em pedidos até R$ 100, que representam 85% do total de pedidos nos aplicativos como iFood e Rappi.
O município vai cobrar taxas de 2% sobre os pedidos que variam entre R$ 100 e R$ 200 e 5% nos acima de R$ 200. Com isso, a expectativa é que a economia dos estabelecimentos varie de 17,5% a 21% sem as tarifas de outros aplicativos de delivery. Além disso, o algoritmo vai priorizar os restaurantes mais próximos dos usuários.
A proposta também deve aumentar a remuneração dos entregadores. Nas compras até R$ 100, eles recebem um mínimo de R$ 7 por pedido e, nas compras acima desse valor, os entregadores recebem o mínimo e mais 2% do valor do pedido. A prefeitura afirma que o mínimo de R$ 7 é 27,2% a mais do que a média de R$ 5,5 do mercado.
A estimativa do município é chegar a 2,5 mil estabelecimentos ao final de 12 meses de operação. “A atividade econômica que mais se reinventou na pandemia foi essa. Estamos permitindo que essas pessoas possam ganhar dinheiro e se desenvolver”, afirmou Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.
O aplicativo foi desenvolvido pela Empresa Municipal de Informática do Rio (IPLANRIO) e ainda está em fase de testes, mas já se encontra disponível para download nas lojas Google e Apple.
Em 2017, o Rio de Janeiro lançou a plataforma Taxi.Rio, que funciona de forma semelhante ao Uber e 99. De acordo com a prefeitura, os taxistas já têm uma participação de 30% a 40% no mercado de viagens na capital carioca e o aplicativo foi adotado por outras cidades, como Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro, e Maceió, em Alagoas.