Redes privativas 5G devem ser construídas pelas operadoras: Huawei
As redes privativas não são um assunto novo e já existem milhares em operação. No entanto, os debates sobre os modelos de negócios e quem deve construir a rede ainda não são um consenso.
Paul Scanlan, CTO da Huawei, explicou que dificilmente uma empresa pode construir uma rede sem o apoio de uma operadora de telecomunicações. Isso se deve a duas características das teles: confiabilidade e cibersegurança.
“As operadoras de telecomunicações pagam muito dinheiro para construir a rede e elas são muito boas em duas coisas: confiabilidade da rede e cibersegurança”, comentou Scanlan em uma coletiva de imprensa.
Uma vez que o cliente decide que uma operadora vai construir sua rede privativa 5G, ainda existe a possibilidade de a rede ser totalmente dedicada ou usar network slicing para oferecer um serviço personalizado.
Dessa forma, em vez de gastar muito no investimento inicial para uma rede privativa, o cliente vai receber a rede e ser cobrado periodicamente pelo uso da infraestrutura.
“E se não formos cuidadosos, então a questão do espectro vai voltar”, disse, se referindo a uma disputa pelo espectro entre as operadoras e as empresas.
No ano passado, a receita da Huawei com redes privativas apenas na China foi de US$ 1,3 bilhão. No Brasil, a Anatel disponibilizou já disponibilizou pelo menos sete faixas de frequência, mas a falta de integradoras e o preço são obstáculos para difundir esse modelo de negócio.