A Neko apresentou pedido de renúncia à outorga para a exploração da faixa de 26 GHz, noticiou o portal Teletime. A empresa havia arrematado 200 MHz da frequência de ondas milimétricas no leilão do 5G no ano passado.
Segundo o portal, o maior desembolso da empresa começaria em abril, com a primeira das cinco parcelas semestrais para a EACE (Empresa Administradora dos Compromissos de Educação), mas a Neko, ligada à Surf Telecom, não teria realizado o pagamento. Neste momento, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estaria definindo as condições para a desistência da licença.
Em resposta à DPL News, a Anatel informou que “o assunto mencionado encontra-se em análise nas áreas técnicas da Agência. Após a instrução, o processo será enviado ao Conselho Diretor para deliberação”.
A Neko também foi procurada, mas não respondeu à reportagem até a publicação desta nota.
Plano da Neko
Yon Moreira, presidente da Neko, revelou em entrevista à DPL News em novembro passado que o plano da empresa era focar no mercado B2B de São Paulo, trabalhando com diversas verticais, como indústria, agricultura, governo, educação e saúde.
“A gente joga pensando no futuro, e a nossa cultura, dos sócios, é criar ecossistema para pequenas e médias empresas, para quebrar barreiras, para que elas possam ter um ambiente de desenvolvimento que hoje não se encontra nas grandes operadoras”, comentou Moreira.
Ele também esclareceu que a Neko não tem associação com investidores externos e que todos os recursos são aportes dos sócios.
No leilão, a empresa garantiu um bloco de 200 MHz da faixa de 26 GHz para atender o estado de São Paulo por R$ 8,49 milhões.
Outro caso
No ano passado, a Fly Link, que também havia arrematado um lote da faixa de 26 GHz, apresentou desistência à Anatel poucos dias depois da licitação. A empresa alegou que se desinteressou pelo bloco porque não arrematou outros lotes que complementariam seu modelo de negócios.