Demanda por data centers no Brasil vai explodir após 2023, aponta estudo

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Assim como em outros países, a pandemia de Covid-19 fez acelerou o aumento da demanda por processamento e armazenamento de dados no Brasil. Nesse período, houve investimentos massivos de players de computação em nuvem e de data centers para suportar a procura pelos serviços, tendência que se manterá pelos próximos anos. As informações são do diretor geral da Frost & Sullivan no Brasil, Renato Pasquini.

Durante um Webinar da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ele apresentou os resultados do Mapeamento das Oportunidades para Atração de Data Centers no Brasil, estudo coordenado pela ABDI e executado pelo consórcio Prospectiva e Frost&Sullivan, em parceria com o Ministério da Economia.

Pasquini explicou que houve uma evolução grande na adoção de cloud computing, pois aplicações modernas como sites de e-commerce estão migrando para essas plataformas mais avançadas de computação em nuvem.

Próximos anos

A projeção para os próximos anos é que o mercado de serviços de data center mantenha uma alta taxa de crescimento, de aproximadamente 16%, nos próximos dois anos. Para 2024 e 2025, a tendência é avançar ainda mais, “por conta do aumento da oferta de data center pelos grandes players de colocation, principalmente”.

Os dados mostram que os direcionadores do desenvolvimento do mercado de serviços são o tamanho da economia do Brasil, porque a demanda pelos data centers cresce com a maior movimentação da economia; a aceleração da economia digital, impulsionada pela pandemia de Covid-19; e a transformação digital na questão de nuvem pública, híbrida e multi cloud.

O Mapeamento ainda aponta os restritores do mercado: custos elevados para a construção e operação de data centers; incerteza jurídica e regulatória, como mudanças em relação às regras tributárias e setoriais; e a falta de mão-de-obra qualificada.

Com isso, a conclusão é que políticas públicas poderiam estimular investimentos fora do eixo Rio de Janeiro e São Paulo, e “atender a nova fronteira de expansão em data centers para computação de borda e 5G, cuja demanda deve explodir após 2023”.

Pasquini citou o exemplo da agricultura: “O crescimento do agronegócio vai estar calcado na adoção de tecnologias para o aumento da produtividade. Para isso, precisa de investimento para uma conectividade melhor, data centers locais ou regionais para atender o agro e outros setores críticos, como mineração e petróleo.”

Pesquisa com usuários finais

No estudo, eles ainda entrevistaram 51 empresas, das quais 92,2% já possuem serviço de armazenamento de dados contratado, e uma parte pretende investir nos próximos anos. 

Os principais motivos para a contratação de data center de terceiros são a otimização de performance de computação e armazenamento (52,9%), a redução de riscos aos negócios (37,3%) e a ajuda no armazenamento de grandes ou crescentes quantidades de dados (27,5%).

Outro dado interessante é que, para 21,6% dos entrevistados, a latência é um fator desconhecido ou não importante para as aplicações de missão crítica. Mas, para 33,3%, o tempo de resposta deve ser entre 2 e 5 ms para as aplicações críticas, e 25,5% responderam que a latência deve ser de 5 a 10 ms.

Entretanto, 62,7% responderam que o data center de terceiro pode ser localizado em qualquer lugar. Somente 19,6% disseram que a estrutura deve estar no mesmo país.

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