Anatel acata ordem da justiça para tirar Blaze do ar em todo o Brasil

O pedido de bloqueio foi feito no dia 22 de agosto pela 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de São Paulo e foi acatado pela agência nesta segunda, 4

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) acatou, nesta segunda-feira, 4, o pedido da Justiça de São Paulo para tirar do ar o site da casa de apostas Blaze. Citada na CPI das Pirâmides“, a empresa vem sendo alvo de milhares de denúncias como promessas de 100% de retorno do dinheiro e de não honrar apostas vencedoras.

Segundo documento assinado pelo Superintendente de Fiscalização da Anatel, Marcelo Alves da Silva, o site da Blaze deveria ser bloqueado imediatamente em todo o país e foi, já não é mais possível acessá-lo.

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Ofício da Anatel às empresas, impondo o bloqueio imediato. Foto: reprodução/Itatiaia

Na decisão, emitida pela 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de São Paulo, o juiz cita as apostas do tipo Crash, em que o jogador “testa a sorte” ao tentar acertar o momento certo para sair e ter lucro. O magistrado classifica a modalidade como “jogo de azar correspondente a softwares geralmente adquiridos fora do país“.

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A Rádio Itatiaia, que confirmou a presente informação, já havia exposto os esquemas de apostas do Blaze, por meio de denúncia de um grupo de 300 pessoas em Belo Horizonte (MG), que alegam ter perdido R$6 milhões na plataforma.

Algumas denúncias, incluindo o polêmico minidocumentário do youtuber Daniel Penin, acusam a Blaze de pagar influencers como Felipe Neto e o jogador Neymar Jr. com o dinheiro perdido por usuários na plataforma. A acusada também é patrocinadora master de dois clubes de futebol: o Santos e o Atlético Goianense. Todos seguiram com seus contratos com a empresa, mesmo após denúncias.

CPI das Pirâmides Financeiras

A Blaze também é alvo da CPI das Pirâmides Financeiras, instaurada em 13 de junho pela Câmara dos Deputados e investiga esquemas de pirâmides com o uso de criptomoedas. Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao todo, 11 empresas teriam realizado fraudes utilizando moeda digital, como a divulgação de informações falsas e promessa de rentabilidade alta ou garantida para atrair as vítimas e sustentar o esquema de pirâmide.

A comissão tem 120 dias para concluir os trabalhos. Prazo que pode ser prorrogado por mais 60 dias, desde que haja requerimento assinado por 1/3 dos deputados. 

Com informações da Agência Câmara de Notícias