TIM Brasil manterá estratégia inalterada com possível mudança de controle
TIM registra lucro de R$ 1,036 bilhão no segundo trimestre e mantém aposta na expansão da banda larga e dos negócios B2B.
A TIM Brasil afirmou que a possível aquisição da Telecom Italia (TIM) pela Poste Italiane não altera os planos da operação brasileira.
Durante coletiva de resultados do segundo trimestre, nesta terça-feira (28), o CEO Alberto Griselli disse que a mudança tende a fortalecer financeiramente a controladora italiana, o que pode ampliar sua capacidade de investimento, mas sem impactos na estratégia da subsidiária brasileira.
“Pertenceremos a um grupo patrimonialmente mais forte”, afirmou Griselli. Segundo o executivo, a combinação entre as empresas fortalece a posição financeira da controladora e pode trazer benefícios em termos de flexibilidade e alocação de capital. Ele acrescentou que a Poste Italiane já sinalizou que considera a operação brasileira um ativo estratégico e que, por isso, a estratégia da TIM Brasil permanece inalterada.
A companhia registrou lucro líquido normalizado de R$ 1,036 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida de serviços cresceu 5,7%, para R$ 6,785 bilhões, enquanto o EBITDA aumentou 7%, alcançando R$ 3,586 bilhões.
A TIM Ultrafibra encerrou junho com quase 900 mil clientes, crescimento de 12,5% em relação ao mesmo período de 2025. A receita do serviço de banda larga avançou 9,5% na comparação anual, para R$ 247 milhões, enquanto a receita líquida de serviços fixos cresceu 27%, totalizando R$ 416 milhões.
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Questionado sobre a estratégia para banda larga fixa, Griselli afirmou que a companhia deixou para trás a fase de retração da base de clientes e passou a priorizar ofertas convergentes após a integração da I-Systems, endossando que a posse de parte da infraestrutura de fibra dá maior flexibilidade comercial e técnica para combinar serviços móveis e banda larga.
O executivo afirmou ainda que a TIM não pretende ampliar sua cobertura de fibra no curto prazo, avaliando que a companhia já possui acesso a cerca de 24 milhões de casas passadas por meio da I-Systems e da parceria com a V.tal. Segundo o executivo, a prioridade agora é elevar a penetração da base existente, e não expandir a cobertura.