Em alcance inédito, se destaca PTT de Fortaleza que ficou em 2º lugar e ultrapassou o do Rio de Janeiro. São Paulo atingiu o maior entre todos com 22 Tbit/s.
O IX.br (Brasil Internet Exchange), que vem registrando sucessivos picos nos últimos anos, atingiu mais uma marca histórica: 31 Tbit/s agregados de troca de tráfego nas 36 localidades onde está presente. O líder, IX.br de São Paulo, também teve crescimento expressivo, alcançando inéditos 22 Tbit/s. Na comparação com o mesmo período de 2022, os aumentos foram de 25% e 22%, respectivamente. Já o PTT de Fortaleza e o PTT do Rio de Janeiro chegaram a 4 Tbit/s, entrando na lista dos dez maiores do mundo em pico de tráfego.
Sobre estes últimos, Milton Kaoru Kashiwakura, Diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br, explica que o PTT de Fortaleza, cuja localização geográfica é estratégica por estar próximo ao ponto de chegada de cabos submarinos dos Estados Unidos e da Europa, tem registrado forte crescimento nos últimos dois anos, assumindo a segunda posição em termos de pico de tráfego e número de participantes entre as localidades do IX.br. “A expectativa é que se torne um hub importante na hospedagem de conteúdo.”
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Iniciativa do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), apoiada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), o IX.br implanta e promove a infraestrutura necessária para a interconexão metropolitana direta entre as redes que compõem a Internet no Brasil, e é atualmente o maior conjunto de Pontos de Troca de Tráfego Internet (PTT) do mundo.
“Um dos fatores que contribuíram com esse crescimento foi, entre outras, o maior investimento de empresas de streaming de vídeo, principalmente, no caso de transmissões de futebol. Há cada vez mais streaming ao vivo de jogos no país via Internet, o que aumenta a quantidade de acessos”, comenta o gerente de infraestrutura do IX.br, Júlio Sirota.
Descentralização de São Paulo
Sirota explica que, apesar de o PTT de São Paulo – líder global no volume de troca de tráfego e número de participantes – ter chegado a 22 Terabits por segundo, a dependência em relação a ele está diminuindo: “Antes, o IX.br de São Paulo concentrava 80% dos provedores de conteúdo. Atualmente, a proporção é de 67%. Isso sinaliza um processo de descentralização, com os provedores de conteúdo conectando-se a outros Pontos de Troca de Tráfego, fruto do trabalho que realizamos para incentivar este movimento que está diretamente ligado ao surgimento de novos datacenters pelo Brasil. Um dos nossos objetivos é reduzir a dependência do IX.br de São Paulo, ajudando a promover um crescimento sustentável da Internet no país. Isso é excelente, porque começamos a ter conteúdo espalhado por todo o Brasil. Para o usuário final, estar fisicamente mais próximo desse conteúdo significa menor latência, ou seja, menor tempo para uma mensagem ir a um destino e voltar, maior qualidade e velocidade da Internet”, explica.
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Novos pontos
Um dos novos Pontos de Troca de Tráfego do IX.br é o de Rio Branco, no Acre, inaugurado em abril. “Preparamos a ativação em mais duas novas localidades: Feira de Santana, na Bahia, e Caruaru, em Pernambuco. Estamos ainda com frentes de trabalho em Belo Horizonte, Porto Alegre e no Distrito Federal para ampliações e ativações de novos PIX (pontos de interconexão de redes)”, comenta.
Os 36 Pontos de Troca de Tráfego ligados ao IX.br estão distribuídos em áreas metropolitanas das cinco regiões do País. A robustez do IX.br é proporcionada pelo modelo adotado no Brasil, em que a receita proveniente do registro de domínios.br é investida na melhoria da infraestrutura e no fortalecimento da Internet no país. “Vemos hoje Internet Exchanges em outros países procurando subsistência comercial para se manterem. Nós temos um modelo algo único no mundo, capaz de dar sustentabilidade para os Pontos de Troca de Tráfego. O que conseguimos fazer no Brasil não é feito em outros locais”, finaliza Kashiwakura.
Com informações da assessoria