A Vivo registrou uma receita líquida de R$ 12,6 bilhões no quarto trimestre do ano passado, um aumento de 10,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O principal destaque foi o serviço móvel, que cresceu 13,4%, levando a receita a R$ 8,9 bilhões.
Já o lucro foi de R$ 1,1 bilhão, caindo 57,2% na comparação anual. Segundo a Vivo, isso se deve ao reconhecimento, em 2021, de crédito fiscal no valor de R$ 1,4 bilhão.
Serviço Móvel
A Vivo destacou que a receita no serviço móvel foi impulsionado pela receita do pós-pago (R$ 6,3 bilhões), que aumentou graças à expansão na base de clientes. A operadora explicou que adicionou 1,22 bilhão de acessos pós-pago que vieram da migração do pré-pago para controle e do saldo positivo de portabilidade de outras operadoras.
A receita do pré-pago (R$ 1,5 bilhão) também cresceu devido ao aumento da base de clientes. Um dos motivos é a migração dos clientes da Oi Móvel para a Vivo.
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Serviço Fixo
A receita fixa foi de R$ 3,7 bilhões, devido ao bom desempenho nos serviços core (R$ 2,8 bilhões), com um aumento de 11,9% na comparação anual. O destaque foi FTTH (fibra até a casa, na sigla em inglês), que cresceu 18,8%. A Vivo informou que, nos últimos 12 meses, a rede foi expandida para 3,7 milhões de novos domicílios.
Já a receita não-core fixa (R$ 888 milhões) teve uma retração de 18,2%.
Redução de capital social
A Vivo anunciou nesta quinta-feira, 16, que pediu à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anuência prévia para efetuar redução de capital social de até R$ 5 bilhões.
Caso seja aprovado, a companhia pode realizar reduções “mediante a restituição de recursos aos seus acionistas na proporção de sua participação acionária nas respectivas datas-bases a serem fixadas e sem o cancelamento de suas ações”.
A Vivo também deixou claro que o objetivo é apenas ter a possibilidade de fazer as reduções, sem obrigação de realizá-las.