domingo, mayo 22, 2022
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Claro, TIM e Vivo verão resultados da compra da Oi Móvel ainda neste ano

Os analistas do BTG Pactual afirmam que os ganhos com a operação já podem aparecer em 2022. O ano também será marcado por compromissos com o leilão do 5G que exigirão grandes desembolsos das três operadoras.

A venda da Oi Móvel para Claro, TIM e Vivo, anunciada em 2020, ainda não foi concluída, pois depende da aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A expectativa do mercado é que o negócio seja finalizado em breve e, para o BTG Pactual, a operação vai render frutos positivos para as teles ainda neste ano.

Os analistas do banco defendem que a compra da Oi Móvel tem potencial para gerar ganhos consideráveis para as três operadoras. Primeiro, pelo espectro adicional que cada uma das empresas vai adquirir, abrindo as portas para que elas ofereçam mais serviços.

Os “ganhos de escala e sinergias” são o segundo elemento que pode gerar valor para as teles, por meio da otimização de opex e capex. “Acreditamos que as sinergias podem ser consideráveis ​​e virão principalmente da otimização das despesas gerais, custos associados à manutenção da rede e capex”, diz o relatório do banco.

Por fim, o negócio pode gerar elementos de reparo do mercado, principalmente a redução das taxas de cancelamento dos clientes (churn).

No documento, os especialistas afirmam que os ganhos com a operação podem começar a aparecer ainda neste ano. “Esperamos maiores receitas devido à integração de parte das receitas adquiridas, além de um pequeno aumento na margem EBITDA.” 

Em 2023, com 100% do ativo adquirido já atingindo seus resultados, “esperamos ganhos de margem mais relevantes e menores índices de capex sobre vendas.”

Leilão do 5G

Além da compra da Oi Móvel, as três operadoras vão desembolsar grandes quantias devido ao leilão do 5G, sendo que a maior parte será paga em 2022. Os analistas explicam que essa saída de caixa está relacionada principalmente à obrigação de limpeza da faixa de 3,5 GHz e de conectar as escolas públicas do país.

Até o final de fevereiro, as teles terão que pagar a primeira parcela para a limpeza da faixa de 3,5 GHz. A segunda parte deve ser paga 120 dias depois, totalizando R$ 2,1 bilhões.

Já o investimento no compromisso de conectar as escolas públicas deverá ser feito em cinco parcelas semestrais, provavelmente a partir de abril. “Cada operadora pagará valores diferentes, pois adquiriu diferentes quantidades de espectro e em diferentes localidades (Vivo e Claro compraram 60MHz e 40MHz nacionalmente, respectivamente, enquanto a TIM focou em frequências regionais).” 

A estimativa é que Vivo, Claro e TIM desembolsarão R$ 1,4 bilhão, R$ 900 milhões e R$ 600 milhões, respectivamente, com este compromisso.

Mesmo com essa rápida saída de dinheiro, o banco afirma que as operadoras são capazes de cumprir com as obrigações confortavelmente, pois têm obtido bons resultados de forma consistente. Além disso, a redução do ICMS para as teles – que só valerá a partir de 2024 – beneficiará o setor pelo afrouxamento da carga tributária e pela esperada queda dos preços, que deve resultar em mais vendas.

Mirella Cordeiro
Mirella Cordeiro
Editora, periodista de temas digitales, telecomunicaciones y tecnología y corresponsal de DPL News en Brasil y lengua portuguesa. Editor, jornalista digital, de telecomunicações e tecnologia e correspondente do DPL News no Brasil e em português.

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