Hughes conecta localidades remotas no Brasil com 4G via satélite

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A Hughes anunciou nesta semana o projeto Comunidade LTE (Community LTE, em inglês), que foi testado por três meses em cinco localidades remotas no Brasil. Segundo a empresa de satélites, os usuários acessam à banda larga comprando dados no revendedor local, que hospeda o hotspot.

“Nosso programa exemplifica uma solução multitransporte que combina LTE e satélite para expandir a cobertura para aqueles que precisam. É outra solução que governos e operadoras de rede móvel podem implementar para aumentar a cobertura e conectar mais pessoas, com boa relação custo-benefício”, afirma Bhanu Durvasula, vice-presidente da divisão internacional da Hughes.

A companhia integrou a capacidade dos satélites Júpiter com uma small cell LTE e um núcleo de rede de código aberto, criando uma rede LTE privada que atende uma área de cinco quilômetros quadrados. Dessa forma, o tráfego é processado localmente em vez de passar pelo núcleo da rede central, economizando largura de banda em uma solução mais barata para a operadora.

Como parte do programa, a Hughes ainda recrutou comerciantes locais para hospedar hotspots LTE e forneceu suporte de marketing e treinamento para gerenciar as vendas. Isso ajuda na receita do comércio, já que os consumidores precisam se deslocar para fazer a recarga da Internet, e podem acabar comprando no local.

“Este teste piloto provou nosso caso de uso para a Comunidade LTE de três formas importantes”, disse Durvasula. “Primeiro, como uma maneira eficaz de conectar quem não tinha acesso à banda larga. Em segundo lugar, para ajudar as empresas locais a obter mais receita. Terceiro, ajudar as MNOs a estender o alcance da rede móvel de forma rápida e barata – especialmente para localidades que, de outra forma, não teriam acesso à Internet.”

Hughes no Brasil

Dados da consultoria Teleco referentes ao terceiro trimestre de 2021 mostram que a Hughes é líder absoluta em acessos de banda larga via satélite no Brasil, com 256 mil. A Claro tem 25 mil acessos e a Viasat  Brasil, 17 mil.

Atualmente, a companhia está construindo o Júpiter 3, seu novo satélite de ultra-alta densidade para o Brasil, que está previsto para ser lançado no segundo semestre deste ano.