Tráfego 5G da Claro é de 15% nos mercados mais maduros do Brasil
O tráfego 5G da Claro já corresponde a 15% da rede nos mercados mais maduros, como nas cidades de Brasília e São Paulo, afirmou Paulo Cesar Teixeira, CEO da companhia. A operadora também tem 43% do market share 5G no Brasil, segundo os dados mais recentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Para Teixeira, isso é reflexo do trabalho que começou com o lançamento do 5G DSS (compartilhamento dinâmico de espectro). O executivo comentou nesta quinta-feira, 9, que o lançamento do 5G DSS em julho de 2020 contribuiu para que hoje a operadora tenha uma maior base de clientes trafegando na rede 5G dedicada.
Outro ponto destacado por Teixeira foi que a Claro provocou a indústria a trazer aparelhos 5G para o Brasil com preços mais competitivos. “Quando se lança uma tecnologia no Brasil, sempre se colocava primeiro a categoria premium, para depois reduzir os preços. O 5G já nasceu no ano passado com uma base de aparelhos importante no mercado”, explicou.
Isso é possível porque os smartphones 5G lançados quando apenas o 5G DSS estava disponível no Brasil também são aptos para trafegar na rede dedicada.
Teixeira ainda avaliou os resultados do 5G da Claro como positivos. “Temos picos de velocidade de 1 Gbps, mas a média é 350 Mbps, que é uma ultravelocidade”.
Questionado sobre a qualidade do 4G, o executivo reconheceu que houve alterações na rede em novembro do ano passado devido a adequação para comportar os usuários que migraram da Oi, mas afirmou que a qualidade foi restabelecida em dezembro.
O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, cobrou as operadoras sobre o desempenho do 4G recentemente, pois a pasta estaria recebendo reclamações de usuários.
Lançamento 5G+
A Claro anunciou o 5G+ em 38 cidades do país em janeiro. Parte delas recebeu a tecnologia na faixa de 3,5 GHz – onde o espectro já estava liberado pela Anatel – e outra parte recebeu o 5G na faixa de 2,3 GHz, pois havia demanda, mas a frequência ainda não está disponível.