E a Anatel emitiu nota esclarecendo a situação de ataques cibernéticos às suas redes internas.
A Starlink voltou atrás em sua decisão de não cumprir a ordem de bloqueio do X no Brasil até que suas contas fossem desbloqueadas. Na tarde desta terça-feira, 3, a empresa publicou na rede social: “Independentemente do tratamento ilegal dado à Starlink com o congelamento de nossos ativos, estamos cumprindo a ordem de bloquear o acesso ao X no Brasil”.
A Starlink segue contestando a decisão no Supremo Tribunal Federal do Brasil e informou que também abriu um processo legal na Suprema Corte dos Estados Unidos, país onde a empresa tem sua sede. Na nota, reiterou que continua buscando todos os caminhos legais e que tem o apoio de “outros que concordam” que o ministro Alexandre de Moraes está violando a Constituição brasileira.
Carlos Baigorri, presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), explicou à imprensa que, em um cenário extremo de desobediência, poderia haver a cassação dos direitos da Starlink de ofertar seus serviços no Brasil. Isso afetaria a conectividade do país, de dimensões continentais, especialmente em áreas remotas onde a fibra óptica não chega.
Ataques cibernéticos à Anatel
A Anatel também divulgou uma nota explicando o aumento das tentativas de ataques cibernéticos e o atentado contra suas redes internas. Leia a íntegra:
“A Anatel esclarece que, como uma organização pública de grande relevância, é alvo frequente de ataques cibernéticos, especialmente em circunstâncias que envolvem temas sensíveis. Após a decisão do STF de bloquear o ‘X’, a Agência observou um aumento esperado nesses ataques, o que ocasionou instabilidades momentâneas em seus sistemas e redes. Em resposta, a equipe de TI da Anatel agiu continuamente para mitigar os impactos e garantir a segurança das operações.
Os sistemas foram prontamente restabelecidos, e medidas adicionais foram adotadas para fortalecer a infraestrutura de rede, assegurando a continuidade dos serviços prestados à sociedade. A Anatel continua monitorando a situação de maneira proativa e reafirma seu compromisso com a segurança cibernética e a proteção dos dados, mantendo as melhores práticas para resguardar suas operações e o atendimento aos usuários.”