“Não faz sentido fornecer só 4G se você pode ter 5G”: América Móvil

A América Móvil (AMX) tem muita clareza sobre o caminho que deve seguir com seus investimentos em 2023, que serão priorizar o desenvolvimento do 5G e da rede de fibra óptica que o suportará.

A empresa de Carlos Slim revelou durante a sua conferência com analistas financeiros que até 2023 pretende investir até US$ 8,2 bilhões, valor que supera os US$ 7,9 bilhões que investiu ao longo de 2022 nos países onde tem operações, incluindo o México.

A informação é de Daniel Hajj, diretor Executivo da América Móvil, que explicou que os investimentos, além do 5G e da fibra óptica, também foram destinados à digitalização da empresa com o objetivo de tornar os custos mais eficientes.

“Não faz sentido fornecer apenas 4G se você pode ter 5G. Em alguns lugares, há oportunidades para aumentar a fibra e nossa banda larga”, comentou Daniel Hajj na conferência que realizou sobre seu quarto relatório trimestral de 2022.

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A América Móvil investiu, em média, US$ 8 bilhões nos últimos anos para fortalecer seus negócios na América Latina onde está presente, como o Brasil com sua empresa Claro.

A empresa de Slim informou que no quarto trimestre de 2022 adicionou 1,5 milhão de clientes pós-pagos e 1,8 milhão de clientes pré-pagos organicamente, com um total de 3,3 milhões de assinantes em todos os países onde atua.

Ele explicou que Brasil, Áustria e Colômbia foram os que mais contribuíram com ganhos pós-pagos de 599 mil, 322 mil e 160 mil, respectivamente, enquanto o México foi o que mais contribuiu, com adições líquidas de pré-pago de 975 mil, seguido de Colômbia e América Central com 546 mil e 247 mil, respectivamente.

No caso do Brasil, informaram que realizaram uma limpeza de 4,1 milhões de assinantes, dos quais 2,6 milhões eram pós-pagos e 1,5 milhão pré-pagos, devido à aquisição de clientes móveis da Oi em maio de 2022, uma vez que, segundo a AMX, eles não geravam tráfego.

Na plataforma de telefonia fixa, agregaram 110 mil acessos de banda larga e 97 mil clientes de TV por assinatura nos países onde opera, enquanto relataram a perda de 234 mil linhas de acesso de voz.