Huawei não descarta volta de seus smartphones no Brasil

Dave Huang falou sobre os desafios do mercado de dispositivos inteligentes na no país, onde está fora desde 2014 e reforçou posicionamento de livre mercado para evolução digital da região.

Shenzhen, China.- Como a Huawei voltará a atuar no mercado de smartphones no Brasil sobretudo, mas também em alguns países da América Latina, ainda é uma incógnita. Com restrições de venda das aplicações Google e de embargos de chipsets desenvolvidos pelos EUA, a empresa prefere manter um olhar otimista, tendo em vista que as telecomunicações em geral são o seu maior investimento e fonte de receitas na região.

Ocorre que desde 2014 a empresa não vende mais celulares no Brasil. Seus últimos lançamentos como a geração Pura 70 Series se restringem ao México, Colômbia, Costa Rica, Peru e Chile. Em 2019 a empresa chegou a lançar um último modelo em parceria com a Positivo, que ficou responsável pelas vendas e pela distribuição. 

Dave Huang, diretor de comunicações da Huawei Latam, reforçou que a empresa tem se esforçado para recuperar seu espaço no mercado de smartphones, no qual seus aparelhos são conhecidos pela qualidade das câmeras e reforçou o posicionamento da empresa de defesa de um mercado aberto e competitivo na América Latina.

Leilão 5G na Costa Rica

Questionado sobre possíveis restrições governamentais à parceria da Huawei com as operadoras da Costa Rica diante do leilão 5G, Dave disse que o país precisa de ampla competição e não definições feitas por padrões geopolíticos, enfatizando o atraso na conectividade e a importância deste fator para seu avanço digital.

“É com isso que o governo e as operadoras de telecomunicações devem se preocupar. Mas somos apenas uma empresa privada, não podemos fazer sobre questões geopolíticas”, concluiu.

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Em sua fala o VP endossou que na América Latina a Huawei domina 5 grandes mercados específicos sendo 50% infraestrutura de telecomunicações, seguido de soluções para o B2B com mais de 7 mil clientes e mais de 200 parceiros de serviços. Os outros são serviços de energia e frentes ecológicas, cloud e dispositivos para clientes finais.

Dave ressaltou ainda o impacto da digitalização na economia em diversas esferas no mundo como na indústria, onde 6,8% (segundo pesquisas levantadas pela Huawei) das novas indústrias são formadas a partir da tecnologia digital e onde só na China, esse impacto gerou mais de 415 milhões de empregos.